Usina de asfalto do Consórcio Central MS sequer possui uma balança para pesar a massa asfáltica produzida em Campo Grande. A qualidade do serviço prestado pelo grupo também está na mira da CPI do Tapa-Buracos da Câmara de Campo Grande.
A inspeção foi feita pelo vereador Maicon Nogueira (PP), que deve compor a investigação. No local, o parlamentar questionou onde é feita a pesagem da matéria-prima da pavimentação e ouviu de um técnico que atua na usina que ela já vem pesada pelo fornecedor, em razão de a indústria não contar com o equipamento de medição.
''Mas se a empresa fala que mandou quatro toneladas e manda três toneladas e meia, como a gente vai saber?", questionou Nogueira.
Um encarregado técnico revelou que já houve problemas até com impressora e que toma o cuidado necessário para fazer o correto, embora admita muitas falhas.
Outro ponto enfatizado pelo legislador é que a usina produz apenas cerca de 10% da capacidade diária em razão de não ter matéria-prima no estoque.
''Mas a CPI do Tapa-Buraco vai esclarecer tudo isso. São R$ 46 milhões investidos em um contrato'', refletiu Maicon.
O vereador cita a necessidade de fiscalizar todo o processo de produção, inclusive o de aplicação da massa nas vias da cidade.
Secretário
O secretário da Sisep, André de Moura Brandão, foi convocado para prestar esclarecimentos sobre o problema da pavimentação na Capital. A ida dele foi ordenada antes mesmo do anúncio da CPI e os parlamentares prometem questionar todos os aspectos do problema que tem deixado Campo Grande no caos.









