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Política

Vander é indiciado na Lava Jato por receber R$ 1 milhão de Youssef

04 setembro 2015 - 08h24Por Dany Nascimento

O deputado federal por Mato Grosso do Sul, Vander Loubet (PT), foi indiciado pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, por recebimento de propina oriunda de contratos da Petrobrás.  

Com base em provas documentais e testemunhais, o  inquérito concluiu que houve corrupção passiva e lavagem de dinheiro de Loubet, que por cumprir um mandato parlamentar, teria recebido R$ 1 milhão de Alberto Youssef, personagem central da Lava Jato,  a mando de Pedro Paulo Leoni Ramos, secretário de Assuntos Estratégicos no governo de Fernando Collor (1990-1992).

Segundo a PF, uma parte dos valores teria sido entregue em Campo Grande (MS) e outra parte teria sido depositada em contas de terceiras pessoas, que teriam dado suporte a Vander Loubet em sua campanha eleitoral de 2010.

Além de Vander, a Polícia Federal indiciou o ex-líder do PT e do governo na Câmara dos Deputados durante o governo Lula e o primeiro mandato de Dilma Cândido Vaccarezza e o deputado Nelson Meurer (PP-PR) na Operação Lava Jato, por recebimento de propina oriunda de contratos da Petrobrás. O inquérito aponta indícios de corrupção passiva dos três políticos.

De acordo com o Estadão, o mandato de Vaccarezza terminou no ano passado e atualmente ele não possui mais foro privilegiado. Ele teria recebido valores do doleiro  Youssef, em seu apartamento, em São Paulo,  a mando do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, para a sua campanha à Câmara de 2010.

Nelson Meurer aparece no inquérito recebendo 2 parcelas de R$ 250 mil, uma em 26 de agosto de 2010 e outra 10 de setembro de 2010, como propinas para campanha eleitoral de deputado federal no mesmo ano. Os valores teriam sido travestidas de doações eleitorais feitos pela empreiteira Queiroz Galvão, ordenadas por Ildefonso Colares Filho e Othon Zanoide de Moraes Filho – executivos da construtora, indiciados por corrupção ativa – a pedido de Paulo Roberto Costa, também indiciado por corrupção ativa.

Conforme as investigações, os repasses para Meurer ocorreram, segundo a PF, por orientação do doleiro Alberto Youssef. De acordo com a Polícia Federal, Nelson Meurer recebeu propina os dias 26 de maio 2011, 1 de setembro de 2011 e 7 de maio de 2012 de contratos da diretoria de Abastecimento mediante comparecimento pessoal no escritório de Youssef em São Paulo’.

Meurer teria recebido ainda, em Curitiba, em 11 de marco 2010, 25 de março de 2010, 23 de dezembro de 2010, 21 de  janeiro de 2011, 30 de março de 2011, 4 de maio de 2011, 17 de maio de 2011, 8 de junho de 2012 e 30 de junho de 2013, mediante entregas do carregador de malas Rafael Ângulo, que trabalhava com Youssef, em valores que giravam R$ 150 mil, ‘perfazendo 11 momentos de corrupção a totalizar R$ 1,65 milhão’.

Meurer recebeu R$ 42 mil em 4 de janeiro 2009 e 10 mil em 27 de janeiro 2010, em propinas por ordem de Paulo Roberto Costa, de empreiteiras que realizaram pagamento por meio de Youssef, auxiliado pelo doleiro Carlos Habib Chater.