Na base da prefeita Adriane Lopes (PP), o vereador Maicon Nogueira discorda da decisão de manter servidores e contratos investigados no âmbito da operação “Apagar das Luzes”, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que apura suspeitas de irregularidades na iluminação pública de Campo Grande.
Para o parlamentar, não é suficiente que o Executivo municipal afirme estar colaborando com as investigações. Segundo ele, diante da gravidade das suspeitas, medidas concretas precisam ser adotadas.
“Não basta o Executivo alegar que está colaborando com as investigações. Se há suspeitas, que afastem servidores envolvidos e que paralisem a execução desse contrato imediatamente", afirmou.
Além disso, o vereador disse que aguarda o fim das investigações. "Espero que a polícia faça uma investigação robusta que nos leve aos principais envolvidos e, se esses envolvidos estiverem em mandatos, que sejam punidos exemplarmente com a perda de seus mandatos”, detalhou Maicon.
A nota faz referência a operação Apagar das Luzes deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em Campo Grande e em Balneário Piçarras (SC), com autorização do Núcleo de Garantias da Capital.
Segundo o MPMS, são investigados contratos firmados pela Prefeitura da Capital com três empresas responsáveis pelo setor de iluminação pública, entre elas a Construtora JLC Ltda e a Construtora B&C Ltda. Uma terceira empresa também é alvo das investigações, mas ainda não teve o nome divulgado oficialmente.
As empresas teriam atuado de forma conjunta, provocando um superfaturamento superior a R$ 62 milhões em parte dos contratos analisados. As investigações apontam ainda o envolvimento de dois servidores públicos, sendo um da ativa e outro aposentado.
Conforme apurado pelo Gaeco, a suposta organização criminosa seria composta por agentes públicos e privados, que direcionavam contratações, superfaturavam serviços e desviavam recursos provenientes da Cosip (Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública). Também foi identificado um segundo núcleo criminoso, responsável pela criação de empresas de fachada, usadas para simular a prestação de serviços e facilitar o desvio de recursos públicos.
Durante a operação, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos, que devem subsidiar o avanço das apurações. O procedimento segue sob sigilo, e até o momento não houve divulgação de novos detalhes sobre possíveis responsabilizações.







