Projeto para aplicação do teste da escala MET para diagnóstico rápido do espectro autista na atenção primária de Campo Grande vai ficar apenas no papel. Durante sessão legislativa, o vereador Maicon Nogueira (PP) criticou o veto da prefeita Adriane Lopes (PP) e destacou os desafios enfrentados diariamente pelas mães atípicas.
Segundo Maicon, a prefeitura vetou a proposta, dizendo que ela criaria despesas sem previsão orçamentária e que limitava o procedimento apenas aos médicos, o que ele considera apenas uma desculpa. "O projeto não tem a palavra, só dizendo que somente o médico vai fazer. É apenas mais um escudo", disparou Nogueira.
Ele alega que a aplicação do questionário é simples, rápida, baseada em perguntas e respostas, e não gera nenhum custo milionário de laboratório. O teste serviria para dar indícios precoces, acelerando os encaminhamentos da criança e aliviando a saga por um laudo médico na rede pública. "O diagnóstico precoce amplia significativamente a eficácia das intervenções terapêuticas", alertou.
Apesar do esforço de Maicon, a articulação política falou mais alto. O vereador Beto Avelar (PP) defendeu a gestão municipal e apontou que a procuradoria da prefeitura achou brechas técnicas, alegando vício de iniciativa. "Vou pedir ao plenário ali que vote pela manutenção do veto", cravou Avelar.
Ao final da votação do veto, apenas 7 vereadores votaram para derrubar o veto da prefeitura. Como eram necessários 15 votos, o veto total foi mantido pela maioria.








