Vereadora Luiza Ribeiro (PT) se revoltou com a notícia da prisão de um assessor da campanha de Lídio Lopes (Avante), com dinheiro e santinhos, no sul do Estado. Ela destacou que a própria prefeita já é investigada por isso.
''É típico da família. O TSE disse que a própria prefeita já comprou votos'', comentou a petista. Ela refletiu que o casal e o grupo que os cerca não tem idoneidade e respeito à democracia.
''Eles fazem crime eleitoral, corrompem o sistema'', desabafou novamente. A candidata a à deputada estadual disse que não se pode votar em pessoas que sofrem esse tipo de acusação.
''Se alguém de Campo Grande votar no Lídio, é um atestado de conivência com o erro'', lamentou.
Modus operandi
Jean Ferreira disse que Lídio e esposa têm o mesmo modo de agir.
''Só conseguem ganhar assim, fazendo a velha política pra conseguir ganhar'', refletiu o jovem. Ele diz esperar que as investigações andem rápido para que tenha tempo das pessoas refletirem em quem vão votar corretamente.
O caso
Zé Bocão foi preso na noite de quarta-feira (30), na região de Iguatemi, com R$ 127 mil em dinheiro vivo, além de santinhos, adesivos, camisetas e outros materiais da campanha de Lídio Lopes. O caso é investigado pela Polícia Federal sob suspeita de compra de votos.
A situação ganhou novos contornos depois que a polícia detalhou a forma como o dinheiro estava acondicionado. Os valores foram divididos em envelopes identificados com nomes de pessoas e municípios, com quantias que chegavam a R$ 25 mil.
Entre as identificações estavam Pastes, Levi, Izaque, Maycon, Léo Eldorado, Marilza, Zé Antônio e Jeovan. Também havia envelopes destinados a Itaquirai, Mundo Novo e Japorã. A soma dos valores encontrados chegou aos R$ 127 mil.
Segundo o boletim de ocorrência, ao ser questionado sobre a origem do dinheiro, o assessor afirmou que levaria os valores para Mundo Novo e confirmou que trabalhava na campanha de Lídio. No entanto, conforme o registro policial, ele não explicou a origem nem a finalidade das quantias que estavam separadas e identificadas.
Tentativa de suborno
Durante a abordagem, Zé Bocão teria oferecido R$ 5 mil para cada policial militar que atendia a ocorrência para evitar a prisão.
A proposta foi recusada pelos militares, e o assessor recebeu voz de prisão em flagrante. Ele foi encaminhado inicialmente à Polícia Civil e posteriormente entregue à Polícia Federal, responsável pela investigação.








