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Política

VÍDEO: vereador sugere ‘descer o cacete’ em índios que fecharem rodovias em protesto

Segundo ele, a manifestação popular atrapalha a coletividade

07 março 2018 - 12h03Por Diana Christie

Policial federal e vereador, André Salineiro (PSDB) defendeu, durante sessão plenária nesta terça-feira (6), o endurecimento da legislação penal para coibir protestos nas rodovias do país, como o realizado por indígenas na manhã de ontem. Segundo ele, a manifestação popular atrapalha a coletividade.

“É uma coisa que eu não gosto de falar quando trata de assunto estadual, federal, porque esta aqui é uma Casa de Leis municipal, porém uma atitude como essa interfere no nosso município de Campo Grande. Porque eu conheço pessoas que, por essas interrupções de rodovia, deixam de trabalhar, deixam de levar seu filho num hospital”, declarou.

Na manifestação de ontem, os índios pressionavam o Governo Federal para não acabar com a atuação da Missão Evangélica Caiuá, que cuida da saúde indígena há quase um século. Se referindo especialmente aos indígenas e sem terras, Salineiro fez pouco caso do protesto já que, na visão dele, todos os cidadãos têm problemas semelhantes.

Protesto ontem na BR-163 - Foto: André de Abreu

“O poder público tem que tomar uma atitude porque eles não vão parar com isso e prejudicam toda uma coletividade. Hoje eles estavam... interromperam a rodovia porque estavam querendo melhorias para a saúde. Então quem vai na UPA e não é atendido vai interromper a rua na frente da UPA porque não é atendido?”, comparou.

Por fim, o vereador ainda sugeriu enrijecimento da legislação e uso da força policial para coibir os protestos. “Então eu acho que o governo tem que ter uma atitude, e falo isso dos nossos representantes no Congresso Nacional, tem que ter uma atitude mais rígida e mudar essa nossa lei, que é muito fraca. Porque quando tem uma interrupção dessa aí, aí vereador, você sabe muito bem, tem que chegar sabe como? Tem que chegar o policiamento e, se não tiver conversa, tem que descer o cacete mesmo, tem que apanhar porque eles vão revidar e aí é hora de apanhar porque, senão não vão mudar essa atitude e todos seremos prejudicados”.

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