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Mãe deixa filha de 2 anos na creche, é chamada por dor de garganta e descobre fratura na clavícula

Ao entregar criança para família, Emei - antigo Ceinf - alegou possível dor de garganta

13 fevereiro 2019 - 17h00Por Thiago de Souza

Avó de uma criança de dois anos exige explicação da prefeitura, em razão da filha dela ter deixado a pequena saudável na Escola Municipal de Educação Infantil Lafayete Câmara de Oliveira, no Santa Carmélia, nessa terça-feira (12), e pegá-la com uma fratura na clavícula. Ela aponta que, quando buscou a criança, a coordenação da escola disse que ela estava com dor de garganta.

No relato, a avó disse que a criança ''estava muito bem'' quando a filha a deixou na Emei, por volta de 7h15. Em torno das 14h, recebeu um telefonema da escola pedindo que fosse buscar a pequena, que não se sentia bem.

''Até que veio a professora com a mochila e me relatou que ela não estava bem...[disseram] que ela estava aparentemente com dor de garganta, não quis almoçar e reclamando que está doendo a garganta'', escreveu a avó no grupo do Facebook ''Aonde Não Ir em Campo Grande''.

Depois de assinar ata de recebimento da criança na escola, a avó diz que acionou a mãe, que estava no trabalho. A menina foi levada ao Prontomed da Santa Casa e lá constatada fratura na clavícula.

A falta de explicação da unidade escolar foi o que mais incomodou a família da estudante.   

''O que me indigna é a negligência. Por que não falaram. Minha neta fala que um menino a empurrou. Não posso acusar, não vi, mas ela se machucou e nada foi feito. Fica aqui o meu relato para que não aconteça com outras crianças. Só gostaria que tivessem mais atenção com nossas crianças'', alertou a avó da menina.

Para muitos leitores, o caso trata-se de negligência, pois algum profissional da escola deveria ter visto quem causou o ferimento na criança. Nos comentários do post, uma mulher que se identificou como funcionária da Emei disse que a unidade presta todo atendimento à família e que o caso será encaminhado para a Secretaria Municipal de Educação.

A Semed informou que entrou em contato com a direção da escola e teve como resposta que a criança reclamou de dor de garganta, por volta das 12h. Por isso foi solicitado que algum responsável fosse buscá-la.

A escola informou à secretaria que nenhum funcionário observou qualquer tipo de incidente ou queda da criança na Emei. Também que a equipe da Superintendência de Gestão e Normas da pasta acompanha o caso junto à direção da escola para apurar os fatos e destaca que presta toda a assistência à família.

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