A Avem (Associação de Vítimas de Erros Médicos) de Mato Grosso do Sul passou a auxiliar a família da bebê de 8 meses, Anna Laura Insarralde de Araújo, vítima de um possível caso de negligência médica em hospitais de Campo Grande (MS).
De acordo com a instituição, a família relatou uma sequência de negligências que a criança teria sofrido em 24 horas de internação. Conforme o repassado pelo presidente da Avem, Valdemar Moraes, após a morte da criança, a família passou a enfrentar dificuldades de acesso a dados básicos do caso, como o prontuário de internação no Hospital do Câncer de Campo Grande.
"Após a morte da Anna Laura, eles negaram para a família o prontuário da criança e afirmaram que apenas entregariam com ordem, mas isso não faz sentido porque o prontuário é um documento da família; eles não podem simplesmente negar. Nós estamos tomando as providências legais cabíveis."
De acordo com o relato da mãe de Anna Laura à associação, uma profissional da saúde teria alegado à família que os exames da criança teriam sido extraviados, dificultando o acesso a estes. O extraviamento foi negado pela mãe da criança, que afirmou ter tido contato com os exames e que, por isso, sabia que eles haviam sido realizados.
Segundo o presidente da associação, o ato de cuidar do caso também foi pensado para entregar o mínimo de cuidado para a família de Anna Laura, uma vez que todos se encontram em profundo abalo emocional.
Relembre o caso
Anna Laura Insarralde de Araújo morreu na madrugada deste domingo (11) após ser vítima de suposta negligência médica. O caso aconteceu em três unidades de saúde de Campo Grande.
De acordo com o boletim de ocorrência, Anna Laura deu entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro universitário, apresentando sintomas como vômito e febre, no sábado (10). A bebê foi internada após consulta e permaneceu no local até que fosse transferida para o Hospital do Câncer.
No hospital, a criança recebeu medicações e apresentou complicação imediata no seu quadro de saúde. Devido à complicação, a bebê foi encaminhada para o Hospital Regional de Campo Grande e precisou ser entubada e encaminhada para internação na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
Quase 24 horas após a primeira internação, Anna Laura não resistiu ao tratamento e faleceu ainda na UTI do hospital. De acordo com o relato da mãe da criança, Ana Maria Morel Insarralde, durante todo o processo ela teria visto diferentes negligências na administração dos medicamentos, falta de oxigênio e de cuidado das equipes que atenderam a criança.
O registro da ocorrência foi realizado na quarta-feira (19) na DPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) de Campo Grande.
O caso foi registrado como morte por causa indeterminada e segue em investigação.








