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Saúde

Com hospital à beira do colapso, Exército vai controlar entrada de pessoas no Regional

Militares serão responsáveis por aferições de temperatura e ações de descontaminação

08 julho 2020 - 10h06Por Diana Christie

O Exército Brasileiro, através do Comando Conjunto Oeste, vai auxiliar no controle de fluxo de pessoas no Hospital Regional em Campo Grande a partir desta quarta-feira (8). Os militares serão responsáveis pela aferição de temperatura dos usuários e ações de descontaminação semanais.

“A atividade faz parte da série de operações de cooperação com os diversos órgãos e agências governamentais de Saúde e da Segurança Pública, dentro do contexto da Operação COVID-19, coordenada pelo Ministério da Defesa, e visam permitir que os profissionais de saúde possam estar inteiramente dedicados ao atendimento de pacientes infectados”, diz comunicado.

Ontem (7), o hospital anunciou que estava com 98% dos leitos para pacientes de casos graves ocupados e passou a atender apenas pessoas com a covid-19. Os demais casos serão transferidos para outros hospitais, como a Santa Casa e o Hospital do Câncer.

“É lamentável que tenhamos chegado a esse ponto, que ultrapassou o ponto crítico no HRMS, unidade hospitalar de referência para o tratamento do coronavírus e atua no enfrentamento da pandemia, por isso as medidas estratégicas são essenciais. Estamos na fase III do Plano de contingência do Hospital. É um alerta vermelho”, explicou o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende.

Diretora-presidente do hospital, Rosana Leite de Melo, detalhou a situação. “É alarmante esses números, eles saltaram de forma inimaginável em dois dias. Sabemos que a patogenicidade do vírus e sua infectibilidade é grande, mas saltar de 80 para 98% de ocupação dos leitos críticos em menos de 24 horas é algo que nos assusta muito”.

“Vamos tomar medidas emergenciais aqui no hospital para conter esse avanço, mas sem que a população se conscientize que somente eles podem parar avanço exponencial do vírus, fica impossível fazer algo. Vai faltar leitos, respiradores, medicamento e infelizmente vidas vão se perder”, enfatiza Rosana.