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Campo Grande

há 1 hora

Criança com hidrocefalia aguarda há 8 meses por exames: 'ele não pode esperar mais'

Mãe teme que demora para conseguir realizar exames faça o seu filho correr risco de morte

Viviane Ramos Lima, de 25 anos, está há oito meses esperando por uma vaga no SUS (Sistema Único de Saúde) de Campo Grande para que o seu filho consiga realizar exames para dar continuidade ao seu tratamento. Aos 4 anos de idade, a criança foi identificada com hidrocefalia e aguarda exames para dar continuidade ao tratamento dois anos após a realização da cirurgia. 

Os exames que a criança precisa para dar continuidade ao tratamento são o eletroencefalograma e a ressonância magnética da cabeça. Ambos os exames são oferecidos pelo SUS, e o pedido foi feito pela neuropediatra que acompanha a criança, com pedido de retorno em dois meses. Porém, cinco meses depois, nenhum exame foi feito e a vaga da criança permanece pendente para a especialista. 

"O meu filho faz acompanhamento com a neuropediatra pelo Hospital Rosa Pedrossian e com o neurocirurgião pela Santa Casa de Campo Grande. Segundo o neurocirurgião que o acompanha, meu filho não tem mais condições de esperar pelos exames, porque o caso dele pode piorar". 

Segundo Viviane, a criança fez uma cirurgia aos quatro anos de idade, quando uma válvula foi colocada dentro do cérebro do menino por causa da cirurgia de drenagem realizada. Após a cirurgia, o menino precisava realizar um retorno com o neurocirurgião para acompanhamento da recuperação, porém o pedido feito em 2024 foi realizado apenas no dia 23 de setembro deste ano. 

"Depois de dez anos, o meu filho conseguiu um retorno da cirurgia, e o neurocirurgião pediu pelos exames e afirmou que, pelo tempo, a válvula no cérebro do meu filho corre o risco de entupir." Ele ainda explicou que até a mesma coluna do meu filho foi afetada no processo, e que talvez ele precise de cirurgia nela para se recuperar".

Desesperada com a demora para conseguir realizar os exames pedidos pelos dois profissionais, Viviane decidiu que iria procurar por atendimento particular, mas, ao se deparar com os valores para a realização, percebeu que não teria condições financeiras de custear o tratamento do filho.  

Segundo a mãe, a criança precisa fazer duas ressonâncias magnéticas com sedativo, além de uma ressonância da coluna e um eletroencefalograma. Os exames são necessários para que o menino consiga passar por uma nova cirurgia de drenagem, porém o valor de apenas dois deles passa dos R$ 5 mil. 

"Só a duas ressonâncias magnéticas com sedativo deram R$5.800, fora os outros exames." O eletroencefalograma ainda não consegui nem ao menos achar onde faz com sedativo. A nossa maior preocupação é a válvula entupir e o pior acontecer." 

Para conseguir realizar os exames, a família decidiu criar uma rifa de uma cesta de café da manhã e um almoço. Segundo a mãe, toda a quantia arrecadada irá para o tratamento da criança. Interessados em realizar a compra da rifa podem entrar em contato pelo número (67) 99106-2881.

Viviane reforça que o caso do filho é urgente e que toda ajuda importa. 

 

 

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