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Saúde

04/06/2026 18:50

Família denuncia descaso e suspeita de homofobia em atendimento a jovem na UPA Universitário (vídeo)

Passando mal há dias, Lucas teria sido 'expulso' da unidade sem atendimento adequado

A família de Lucas Agenor da Silva de Oliveira, de 18 anos, denuncia descaso no atendimento prestado pela UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário, em Campo Grande. Segundo os relatos, o jovem está doente há cerca de uma semana, apresentando sintomas como vômito, diarreia e febre, mas mesmo assim, teria sido 'expulso' da unidade ao procurar atendimento.

De acordo com familiares, Lucas procurou atendimento médico diversas vezes nos últimos dias, mas teria sido liberado após as consultas sem que o problema fosse solucionado.

Nesta quinta-feira (4), ele retornou à unidade de saúde. Conforme a denúncia, o jovem recebeu apenas medicação e soro, sendo orientado a aguardar do lado de fora da unidade após o procedimento.

Ainda segundo a família, Lucas continuava passando mal e chegou a pedir um local para se deitar, mas o pedido teria sido negado. Sem condições de permanecer em pé, ele acabou deitando na calçada em frente à unidade. Em vídeos enviados a reportagem pela família, Lucas é visto deitado no chão, ao lado de fora da unidade, com tremores. 

Ao receber o soro, Lucas também teria saído com uma receita de um medicamento que possui alergia. "Os medico foram avisado que ele tem alergia de bromoprida e mesmo assim fez descaso e passaram para ele".

A mãe do rapaz, Rosalina Elisangela da Silva, afirmou que tentou contato com a assistência social da UPA para entender a situação do filho, mas não conseguiu retorno.

Ela também relata que, após o companheiro de Lucas reclamar do atendimento recebido, a assistência social teria acionado a GCM (Guarda Civil Metropolitana). "Eles, em vez de acolher e colocar ele para dentro do hospital, queriam prender", afirmou a mãe.

Diante da situação, familiares decidiram retirar Lucas da unidade e o encaminharam para atendimento no Hospital Regional. Indignada, Rosalina criticou a demora e a qualidade dos atendimentos prestados na unidade.

"Todo dia tem gente morrendo lá na UPA Universitário e eles atendem as pessoas que convém. Os pacientes ficam mais de três horas para serem atendidos e não resolvem o caso. A assistência social lá é um descaso", declarou.

Homofobia

Rosalina ainda suspeita que houve homofobia no atendimento do filho. Ele foi levado para a unidade pelo companheiro e durante triagem foi solicitado teste de HIV, mesmo que os sintomas não fossem compatíveis. Além disso, ele recebeu encaminhamento para um psiquiatra. 

 
 

Mesmo com um quadro de desidratação, o que colocaria o jovem na classificação vermelha, ele foi classificado na triagem como amarelo, o que aumentaria ainda mais o tempo de espera para atendimento. 

A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) para solicitar esclarecimentos sobre o atendimento prestado ao jovem e aguarda posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.

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