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Saúde

Indígenas ficam apreensivos com saída dos médicos cubanos de MS

‘A região tinha apenas um médico, mas é melhor do que não ter’, destaca cacique

24 novembro 2018 - 18h10Por Anna Gomes

Indígenas de Mato Grosso do Sul estão com medo de ficar sem atendimento nas aldeias após a saída de cubanos do programa Mais Médicos. Segundo o Diário Oficial da União, mais de 140 vagas estão abertas para os novos profissionais, 11 delas são exclusivas para o atendimento indireto dos índios.

O cacique Genito Gomes, da aldeia Guaviry, em Aral Moreira, município considerado na publicação como de extrema pobreza, diz que tem receio de que os médicos não queiram trabalhar no interior e em uma cidade com poucos recursos.

“Temos quase 290 indígenas morando aqui na aldeia. O médico cubano morava em Amambai e ele vinha aqui com a Senai a cada 15 dias, mas pelo menos tínhamos um profissional por perto, pior seria não ter nenhum. Gostaríamos de um médico para ficar na aldeia. O cubano atendia bem, a única dificuldade era a comunicação mesmo”, disse o cacique.

Segundo o Diário, cerca de 10 médicos cubamos atendiam as aldeias indígenas no interior do Estado. Na última terça-feira (20), o governador Reinaldo Azambuja se colocou à disposição das populações indígenas do Estado para ser uma “ponte” entre as demandas das etnias e o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

A proposta foi feita durante evento na FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul) para apresentação do Plano Estadual de Políticas Públicas para os Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul, na presença de caciques e outros representantes das oito etnias presentes.