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Mulheres a partir dos 40 anos já podem fazer mamografia pelo SUS

Mudança permite exame entre 40 e 49 anos mesmo sem sintomas, com avaliação individualizada por profissional de saúde

Mulheres a partir dos 40 anos já podem realizar mamografia pelo SUS em todo o país, mesmo sem sinais ou sintomas de câncer de mama. A ampliação do acesso ao exame faz parte de uma política nacional adotada pelo Ministério da Saúde em 2025 e reforçada por lei no mesmo ano.

Apesar da mudança, a recomendação de rastreamento de rotina para mulheres sem sintomas e consideradas de risco habitual continua concentrada na faixa dos 50 aos 74 anos, com realização do exame a cada dois anos.

Segundo a enfermeira Mayara Rodrigues Mota, chefe da Unidade de Hematologia, Hemoterapia e Oncologia do Humap-UFMS, o acesso ampliado não significa que todas as mulheres entre 40 e 49 anos devam fazer mamografia anualmente.

“Para pessoas sem sintomas e consideradas de risco habitual, a faixa etária prioritária para o rastreamento organizado no SUS é dos 50 aos 74 anos a cada dois anos. Entre 40 e 49 anos, a decisão deve ser individualizada e compartilhada com o profissional de saúde”, explica.

A especialista também reforça a importância de observar alterações nas mamas. Entre os principais sinais de alerta estão nódulos endurecidos, retração da pele ou do mamilo, mudança no formato da mama, secreção com sangue, vermelhidão persistente, feridas que não cicatrizam e caroços na região das axilas.

A presença desses sinais não significa necessariamente câncer, mas deve ser investigada. “Quando existe um sinal ou sintoma, não estamos mais falando de rastreamento, mas de investigação diagnóstica, que pode ser indicada em qualquer idade”, destaca Mayara.

O histórico familiar também deve ser informado ao profissional de saúde, especialmente em casos de câncer de mama ou de ovário entre parentes próximos.

Segundo a enfermeira, identificar a doença em fases iniciais aumenta as chances de um tratamento mais favorável e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais complexos.

“Não deixe o medo adiar uma avaliação”, orienta.

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