O representante do Ministério da Saúde, Rodrigo Alves Torres Oliveira, afirmou nesta quinta-feira (13), em Campo Grande, que os 79 municípios de Mato Grosso do Sul serão contemplados pelo programa Agora Tem Especialistas, que leva exames e atendimentos especializados para diferentes regiões do estado.
Diretor do Departamento de Estratégias para a Expansão e Qualificação da Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Oliveira acompanhou a apresentação da carreta equipada para realizar tomografias e ultrassonografias na Capital.
A estrutura permanece em Campo Grande até o dia 21 e, depois, seguirá para outra região. O cronograma está sendo definido pelo Ministério da Saúde em conjunto com o governo estadual e os municípios, levando em consideração o tamanho das filas, a população e a necessidade de cada região.
“Consigo dizer que os 79 municípios do Mato Grosso do Sul serão atendidos por essa e por outras ofertas que o programa agora tem”, afirmou Oliveira.
Carreta faz 120 exames por dia
A unidade móvel tem capacidade para realizar 60 tomografias e 60 ultrassonografias por dia, chegando a 120 exames diariamente. A estimativa é atender cerca de 2 mil pessoas por mês.
A proposta é que a carreta permaneça aproximadamente um mês em cada região antes de seguir para outra cidade. Mesmo municípios que não receberem diretamente a estrutura poderão ser contemplados por meio da organização regional das filas.
O modelo segue a lógica nacional do programa, que utiliza unidades móveis para ampliar o acesso à atenção especializada e reduzir deslocamentos de pacientes. O Ministério da Saúde orienta que a escolha dos locais considere justamente as demandas regionais e as dificuldades de acesso aos serviços.

(Diretor do Departamento de Estratégias para a Expansão e Qualificação da Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Rodrigo Oliveira. Foto: Marco Dodgnola)
Três carretas percorrem MS
Oliveira também destacou que Mato Grosso do Sul conta com outras duas carretas do programa.
Uma delas é voltada à oftalmologia e realiza consultas, exames e cirurgias de catarata, com capacidade estimada entre 1 mil e 1,5 mil cirurgias por mês.
A terceira é destinada à saúde da mulher, com mamografias, ultrassonografias, consultas, colposcopias e biópsias. O foco é a prevenção e o diagnóstico precoce dos cânceres de mama e do colo do útero.
As três estruturas devem continuar circulando pelo estado pelo menos até dezembro.
Durante a visita, o representante do Ministério da Saúde explicou que o programa foi criado diante do aumento da demanda por consultas, exames e cirurgias especializadas.
Segundo Oliveira, o envelhecimento da população e os efeitos da pandemia contribuíram para ampliar as filas. Entre as áreas consideradas prioritárias estão cardiologia, oncologia, ortopedia, ginecologia, otorrinolaringologia e oftalmologia.
A proposta das carretas é levar os exames para mais perto dos pacientes e, com isso, acelerar o diagnóstico e o início do tratamento.
Ministério reforça financiamento
Oliveira também falou sobre o financiamento dos procedimentos realizados pelo SUS. Segundo ele, o Agora Tem Especialistas adotou uma nova sistemática de remuneração, que pode chegar a quatro vezes o valor da antiga tabela SUS em determinados procedimentos.
O Ministério relaciona o aumento do financiamento ao crescimento no número de cirurgias realizadas no país. De acordo com os dados apresentados durante a entrevista, foram 10 milhões de cirurgias em 2019, 14 milhões em 2024 e 15 milhões em 2025, com expectativa de chegar a 16 milhões.
Sobre a Santa Casa de Campo Grande, Oliveira afirmou que o Ministério da Saúde está reforçando o financiamento do hospital e mantendo diálogo com o governo estadual e a Prefeitura de Campo Grande, diante da importância da unidade para o atendimento regional.
A estratégia faz parte de um pacote de ações do Agora Tem Especialistas, que combina unidades móveis, ampliação do financiamento e outras formas de contratação para tentar reduzir a demanda reprimida no Sistema Único de Saúde.








