As mantas que um paciente levou de casa para se proteger do frio serviram como leito improvisado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Coronel Antonino, em Campo Grande. Sem conseguir uma cama, o paciente N. S. precisou passar a madrugada deitado em cadeiras, sendo que uma delas ainda estava quebrada.
De acordo com o relato do paciente, o caso aconteceu na quinta-feira (29), quando ele procurou atendimento médico durante a madrugada. Por causa das baixas temperaturas, ele decidiu levar cobertores, mas não imaginava que precisaria usá-los para improvisar um local para descansar enquanto aguardava na unidade.
“Essa UPA está um caos. O cidadão precisa de atendimento e acaba tendo que dormir na cadeira por falta de leito”, relatou.
A situação causou ainda mais revolta quando o paciente percebeu que uma das cadeiras usadas como apoio estava quebrada.
“A prefeita deixaria o filho dela deitar aqui por falta de leito? A coberta é um luxo, porque eu trouxe de casa. Até a cadeira está quebrada. Isso é desumano”, desabafou.
Revoltado, o homem questionou se as autoridades municipais aceitariam que os próprios familiares fossem submetidos às mesmas condições encontradas na UPA Coronel Antonino.
A reportagem entrou em contato com a Sesau para solicitar esclarecimentos sobre a falta de leitos e as condições dos assentos da unidade, mas ainda aguarda retorno.









