A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) abriu um procedimento administrativo para apurar a conduta dos servidores que estavam de plantão na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino e teriam recusado atendimento a Lúcia Bertolini, de 79 anos, desacordada dentro de um carro, na sexta-feira (17), em Campo Grande.
O caso foi denunciado pela cabeleireira Rosa Lemes, que chegou à UPA com a mãe desmaiada e pediu ajuda, mas os funcionários teriam se recusado a retirar a paciente do veículo e a prestar auxílio.
Em nota encaminhada à reportagem, a Sesau informou que determinou a abertura imediata da apuração “diante da gravidade dos fatos”. Conforme a secretaria, a investigação será conduzida de forma rigorosa e transparente e envolverá todos os servidores que atuaram no plantão mencionado.
Lúcia é cadeirante, depende de auxílio para realizar todas as atividades diárias e possui histórico de AVC (Acidente Vascular Cerebral), paralisia facial e fratura no fêmur.
Rosa contou ao TopMídiaNews que levou a mãe em um veículo particular porque não havia ambulância ou outro meio disponível para realizar o transporte após a idosa desmaiar em casa. Ao chegar à UPA Coronel Antonino, parou próximo à entrada do pronto-socorro e pediu ajuda.
“Cheguei com a minha mãe desmaiada, só respirando, e pedi socorro. Mandaram esperar dentro do carro até que tivesse uma vaga. No desespero, pedi que, ao menos, tirassem ela do veículo, mas disseram que não poderiam fazer isso”, relatou.
Ainda conforme a denunciante, os funcionários teriam orientado que ela procurasse outra unidade de saúde caso não quisesse permanecer aguardando no local.
Sem saber para onde levar a mãe, Rosa pediu que a equipe verificasse no sistema se havia vaga disponível em outra unidade, mas afirma que o pedido também foi negado.
“Pedi para que olhassem no sistema onde poderia ter uma vaga, mas disseram: ‘Não podemos fazer isso’. Minha mãe estava inconsciente dentro do carro e eu não sabia mais o que fazer”, contou.
Sem conseguir atendimento na UPA Coronel Antonino, Rosa levou a mãe ao CRS (Centro Regional de Saúde) Nova Bahia, onde a paciente foi acolhida. Posteriormente, Lúcia foi transferida para o Hospital São Julião, onde permanece internada, de acordo com a família.








