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QS da Costa Rica é interrompido por causa de crocodilo; surfista leva susto

Tyler Gunter relata encontro em plena bateria: 'Foi muito louco. Eu vi aquela coisa enorme nadar do meu lado. Olhei bem no olho dele. Pensei, nossa, é um crocodilo'

6 OUT 2016
Globo Esporte
12h37min
Foto: Divulgação/WSL

O QS 3000 de Esterillos Este, em Parrita, na Costa Rica, precisou ser interrompido por um motivo inusitado. O surfista Tyler Gunter afirmou ter visto um crocodilo no mar e, com medo de um possível ataque, a organização da Liga Mundial de Surfe (WSL) resolveu parar as disputas para procurar o animal, que ainda não foi encontrado. O jovem de 16 anos de New Port Beach, na Califórnia, estava em plena disputa pela segunda fase da 43ª etapa da divisão de acesso à elite, quando disse ter visto o enorme predador nas águas transparentes do pico, a cerca de 124 quilômetros da capital, São José. Desesperado, ele remou rapidamente para a arrebentação e escapou ileso. Foi a primeira vez na história que um evento de surfe foi paralisado devido à presença de crocodilos no line-up de competição.

- Foi muito louco. Eu estava ali sentado, e eu vi aquela coisa enorme nadar do meu lado. Eu nadei quase dois metros e olhei bem no olho dele. Pensei, nossa, é um crocodilo. Eu ainda queria vencer a bateria e o vi submergir novamente. Não me importava mais se eu perdesse - contou Tyler Gunt em uma entrevista à "Surfline".

Após as buscas não encontrarem nenhum rastro, a oitava bateria da segunda fase foi retomada em meia hora. Gunter foi o único que viu o animal na água e tentou avisar os adversários, que só perceberam o que aconteceu na areia. O americano acabou segurando a lanterna da disputa ao somar 7.83. O argentino Facundo Arreyes (13.04) ficou em primeiro lugar, seguido pelo francês Charly Quivront (9.70) e o também americano Tad McCardell (8.50).

A presença de crocodilos é comum na costa do Pacífico onde está situada a Costa Rica. Há dois meses, um surfista americano amador, identificado como Jonathan Betker, perdeu parte de sua perna em um ataque em Tamarindo, no nordeste do país e a quatro horas de praia de Esterillos.

 

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