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Grupo cobra agenda positiva do Governo na resolução de conflitos no campo

Produtores estão com protesto marcado para esta quinta-feira (29)

28 SET 2016
Diana Christie
13h19min
Foto: Grande FM 92,1

O ‘Movimento dos Produtores Independentes’, que está com protesto marcado para esta quinta-feira (29), reclama da postura do Governo do Estado em relação aos conflitos no campo, com as constantes ocupações de índios em fazendas da região do Conesul.

“Tem produtores presos e o governo não tomou uma posição clara. Um desiquilíbrio. Os indígenas podem tudo e o produtor não tem direito de se defender quando é atacado. Faltou uma posição mais firme, não de dar razão para um lado, mas de exigir mais ações do Governo Federal”, diz um produtor que prefere não se identificar.

O líder do movimento, que também preferiu não revelar o nome, reclama da falta de pronunciamentos do Estado durante a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Genocídio e falta de apoio à PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 71, que prevê indenização de terra nua para produtores rurais que tem fazendas desapropriadas por causa das demarcações de terras indígenas. Hoje a União prevê restituição apenas pelo valor das benfeitorias, ou seja, melhorias como construção de casas e cercas.

“A CPI do Genocídio disse que tem 80 e tantos índios mortos no Estado, mas 90% ocorreram dentro das aldeias, causadas pelos próprios índios. Quem está matando os índios por causa das questões deploráveis são os próprios índios. Não houve sequer um desmentido do governador do Estado, não há genocídio, estão tentando denegrir a imagem do Estado. A mágoa é muito grande e, fora isso, não tem firmeza nas invasões. Depois não pode intervir, mas antes o Estado pode colocar a inteligência da polícia para trabalhar e identificar as invasões”, diz.

O secretário de Estado de Governo, Eduardo Riedel, no entanto, rebate que tem trabalhado em todas essas questões. “O Estado tem papel de protagonista, a Casa Civil esteve com o Ministério da Justiça fechando uma minuta para a compra das áreas de Caarapó. Se tem uma instituição que está buscando a solução de maneira determinada é o Estado, que é o maior interessado em acabar com o conflito. Boa vontade e determinação não faltam, já propus trocar a divida para comprar terra, mas não teve ressonância”.

Segundo ele, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) nunca abandonou a classe e está pleiteando apoio da União. “Mudou presidente, mudou ministro, ele já recebeu duas visitas do governador com duas pautas que são a fronteira e a questão indígena. Ontem eu estava em Brasília, estava tratando a PEC 71. Teve a CPI do Genocídio, mas também a do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e o Estado não foi em nenhuma das duas. Eles têm uma visão tem muito parcial”, alfineta.

O protesto da classe rural será realizado nesta quinta-feira (29), às 14h, em frente à sede do Poder Executivo, na Governadora. Organizada pelo ‘Movimento dos Produtores Independentes’, a manifestação está sendo divulgada em outdoors espalhados pela cidade, pelas redes sociais e pelo aplicativo WhatsApp, mas poucas pessoas confirmaram.

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