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11/04/2026 07:00

Homem com câncer no osso tem cirurgia de R$ 70 mil negada pelo SUS

Sem conseguir sair da cama, Celso não realiza mais atividades basicas do dia a dia

Celso Nunes da Rosa, de 57 anos, viu a sua vida virar de cabeça para baixo há um ano. O que começou com algumas dores incômodas no joelho se transformou em um pesadelo na vida do ex-vigilante. 

Quem conta a história é a esposa de Celso, Luísa Fernandes Modesto, de 57 anos, que acompanha de perto todo o sofrimento do marido. De acordo com ela, há cerca de um ano, Celso começou a sentir algumas dores na perna, mas achou que era sequela de um acidente que sofreu em 2015. 

Mas, em pouco tempo, a dor se tornou insuportável, e Celso não conseguia mais levantar da cama.

"Ele ficou uns oito dias sem poder sair de cima da cama. Aí eu falei para ele: 'Vamos ao posto, porque não tem como você ficar mais em casa desse jeito!' Aí nós fomos ao posto, e lá a médica o internou ele, pediu um raio-X. E foi no raio-X que apareceu uma mancha preta no joelho". 

Após ficar 13 dias internado na UPA da Moreninha aguardando vaga, Celso foi transferido para o HCAA (Hospital do Câncer Alfredo Abrão) de Campo Grande. Assim que foi internado, o ex-vigilante passou por uma biópsia, mas o exame não foi o suficiente para mostrar o problema. 

Sem escolhas, ele precisou esperar por mais um mês até que uma nova biópsia fosse feita. Mas, se para fazer o exame a espera foi de mais de um mês, o resultado superou o tempo de espera e só saiu após 40 dias. Após análise médica, a confirmação do câncer ósseo foi um baque para Celso. 

Porém, essa não foi a pior notícia com a qual o homem teve que lidar. Sofrendo com as dores de um câncer descoberto em estado avançado, Celso  teve que lidar também com o desespero de descobrir que a cirurgia para retirada em conjunto com a prótese ortopédica ficaria no valor de R$ 70 mil e que o SUS não iria cobrir o valor. 

Luísa afirma que a família já não sabe mais o que fazer, uma vez que o marido quase não consegue mais sair da cama.  "O médico começou a marcar a quimioterapia, que ele faz a cada 15 dias. Essa situação já vai para quase um ano. Ele precisa esperar um mês, às vezes 40 dias, para conseguir qualquer retorno médico. Ele já não consegue andar. As refeições são feitas em cima da cama, e ele só consegue ir ao banheiro uma vez por dia, porque não tem condições de levantar várias vezes". 

A família já entrou com um pedido na Justiça para que o governo se responsabilize pelos custos do tratamento, e agora precisa aguardar por uma solução da justiça. 

"Eu acho um absurdo. O Estado não ter condições de pagar uma cirurgia que custa 70 mil. Isso para o Estado não é nada". 

Para quem quiser ajudar a família com alguma doação, basta entrar em contato com Luísa, por meio do número (67) 9 9820-0162.

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