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Tereré faz parte da rotina dos campo-grandenses e tem até escultura na orla do Aeroporto

A guampa de tereré já virou ponto de encontro entre amigos e também para famílias que procuram aquele merecido descanso

26 AGO 2019
Nathalia Pelzl
18h10min
Foto: Wesley Ortiz

O tereré é tão sul-mato-grossense que ganhou uma escultura em formato de guampa na orla do Aeroporto, na Avenida Duque de Caxias, bairro Amambai, em 2014. A obra é do escultor Anor Pereira Mendes Filho, responsável por outros monumentos famosos em Campo Grande, a exemplo da escultura do Papa, na praça do bairro do Lar do Trabalhador.

Herança do povo paraguaio, o tereré serve para reunir os amigos naquele momento de lazer e também refrescar o calor no Estado.

A jornalista Danielle Nascimento, 32 anos, conta que todos os dias o tereré se faz presente na sua rotina, faça chuva, frio ou sol. Além disto, ela ressalta que toda viagem que faz, o item obrigatório é o tereré na mochila.

“Tomo todos os dias, faça chuva ou faça sol, eu tomo tereré. Em casa, no trabalho como meu chefe permite. Só que como sou muito viciada no tereré, eu procuro não tomar ele durante a manhã, tento tomar água para não substituir pelo tereré, não sei se dá algum problema de saúde, também não quero saber, eu deixo para tomar tereré mesmo durante a tarde. Já tomei tereré até na praia”, relata.

Ela conta ainda que, durante as viagens, algumas pessoas de outras cidades e estados já pediram para experimentar, sendo que algumas acabam apreciando e outras não. Danielle ressalta que tomar tereré é um costume do campo-grandense assim como o chimarrão é para os gaúchos.

“Acho muito gostoso, é como no Sul, lá é o chimarrão e aqui em Campo Grande é o tereré. Acho que é mania mesmo do campo-grandense, hábito de convidar amigos para o tereré nos dias de calor, então virou prática. É gostoso, refrescante. Antigamente não tinha erva de sabor, agora tem ervas de todos os sabores, eu gosto mais da de menta com boldo, sabores mais mentolados, mas tem de tudo”, esclarece.

O administrador Fernando Campos, 27 anos, reforça a ideia da jornalista sobre as ervas de sabor.  Para ele, essa prática serve para reunir os amigos e relaxar nos momentos de folga.

“É refrescante e, se for com uma erva de sabor, melhor ainda. Gosto de tomar em momentos  de folga, quando estou em casa, reunião com os amigos. Gosto de tomar tereré para fica de boa, no serviço dá para tomar também quando está muito estressado, serve para dar uma relaxada”, finaliza.

No entanto, essa prática não tem só simpatizantes. É o caso do fotógrafo Wesley Ortiz, 30 anos, que vê o ato de tomar tereré como algo anti-higiênico.

“Acho anti-higiênico e também não vejo graça em ficar tomando água e ficar falando da vida dos outros. Existe a possibilidade de proliferação de muitas bactérias através da saliva. Não tomo, mas não é que não tomo de jeito nenhum, depende do lugar que estou e com quem estou, porque a gente não sabe se a pessoa tem alguma coisa, então não acho legal”, pontua.

A escultura

A guampa de tereré na orla do Aeroporto já virou ponto de encontro entre amigos e também para famílias que procuram aquele merecido descanso aos finais de semana. Inaugurada em 2014, a escultura pesa 300 quilos e tem estimativa de 6 metros de altura. É composta de armação de ferro, massa plástica e resina de poliéster.

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