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Youtubers CG: Sarah usa vídeos para quebrar tabus sobre a rotina de pessoas com deficiência

Através do seu canal do Youtube, ela derruba a ‘romantização’ de superação ao redor de pessoas com deficiência

15 JUL 2019
Nathalia Pelzl
13h10min
Foto: Reprodução Facebook

Mulher, jornalista, militante, e agora youtuber, essa é Sarah Santos, de apenas 21 anos, que decidiu, após a sua vivência, utilizar a internet para quebrar padrões e derrubar a ‘romantização’ que existe ao redor de pessoas com deficiência. Ela é portadora da doença ‘focomelia’ - anomalia congênita que impede a formação normal de braços e pernas - e conta um pouco da sua história:

"A proposta do canal é a continuação de um trabalho que eu já faço há 3 anos, quando comecei a dar palestras sobre deficiência e inclusão dessa pessoa na sociedade e a falar sobre assuntos que a gente costumava não ver outras pessoas falando. Por exemplo, a gente vê a pessoa com deficiência sendo retratada com discurso de superação, e dessa forma mais romantizada”, pontua.

(Reprodução Facebook)

Ela destaca que o principal objetivo do canal é dialogar com o público que sofre com alguma deficiência e também para pessoas que nunca ouviram sobre o assunto, com uma linguagem informal.

“A minha proposta é fazer diferente, falar sobre a vida sexual da pessoa com deficiência, sobre os relacionamentos, amizades e autoestima da mulher com deficiência, que é extremamente fragilizada. Então, acredito que a minha motivação para isso é muito profunda, eu quero disseminar conhecimento e dialogar com essas pessoas com deficiência, ao mesmo tempo que eu quero levar esse conhecimento para a pessoa que não tem deficiência. Quero ver uma pessoa que nunca pensou nisso falar: 'puts, realmente nunca pensei sobre a vida sexual de uma pessoa com deficiência', como nunca teria pensado que mulheres com deficiência têm mais dificuldade em relatar uma violência sofrida ou algo do gênero”, ressalta.

Conciliando todas as atividades, ela conta que atualmente têm 225 inscritos no canal, que começou há poucos meses.

“É um trabalho secundário ao trabalho de palestra, então ele acaba tendo menor periodicidade. Eu vi que tem um retorno legal e essa interação com o público, que de repente nunca pensou sobre o assunto, agora tem ali um conteúdo para começar a pensar. Vejo como uma oportunidade de levar assuntos relevantes de forma descontraída, popularizada. Estou bem feliz fazendo o vídeo e fazendo essa troca com o público”, finaliza.

(Reprodução Facebook)

Para conhecer o trabalho de Sarah, confira o canal no link: https://www.youtube.com/channel/UCwCGav-SdfPPkTmoUEeGSpA 

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