Um protesto realizado na manhã desta segunda-feira (12), em frente ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), reuniu famílias ligadas ao MSTB (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra Brasileiros), que cobra, há cerca de dez anos, uma definição oficial sobre o acesso à terra em Mato Grosso do Sul.
As famílias reivindicam a criação de assentamentos, principalmente nos municípios de Rio Brilhante, Dourados e Ribas do Rio Pardo, onde existem bases do movimento. Um dos principais pontos citados durante o protesto foi o acampamento José Barbosa 3, que aguarda há anos uma definição do Incra sobre a destinação de áreas para assentamento.
De acordo com os manifestantes, a demora tem agravado a situação social das famílias, que vivem em barracos improvisados, muitos deles às margens de rodovias. Sem acesso à terra regularizada, os agricultores afirmam enfrentar dificuldades para garantir renda e alimentação.
Durante a mobilização, o grupo reforçou que não pede benefícios assistenciais, mas sim o direito de trabalhar. Segundo os representantes, o objetivo é ter acesso à terra para produzir por meio da agricultura familiar, garantindo sustento e condições dignas de vida no campo.
Os manifestantes também cobraram agilidade na assinatura de documentos e na conclusão de processos envolvendo áreas consideradas improdutivas ou devolutas.
Durante o ato, os manifestantes também destacaram que o MSTB não possui ligação com o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e atua de forma distinta.
A mobilização teve caráter pacífico e buscou pressionar o governo federal por respostas concretas.







