TCE Novembro
Menu
segunda, 29 de novembro de 2021 Campo Grande/MS
ALMS - NOVEMBRO
Campo Grande

Mãe só pegou filho no colo uma vez e, com ajuda, tubos foram retirados das lembranças de Bryan

Com apoio da população, Wisllayne e Edeir conseguiram revelar as fotos do bebê e terão os tubos retirados das fotos através do photoshop

03 dezembro 2018 - 07h00Por Dany Nascimento

A chegada do primeiro filho é a realização de um sonho para muitas mulheres. Mas para Wisllayne Rocha, 19 anos, a luz do momento tão esperado foi apagada por uma fatalidade: ela só conseguiu pegar o filho no colo pela primeira vez quando ele veio a óbito.

Bryan Henrique Davi nasceu no dia 13 de outubro, na Santa Casa de Campo Grande. Diagnosticado com cardiopatia congênita, ele lutou pela vida durante três dias.

“Quando eu estava com 33 semanas, o médico disse que possivelmente o bebê teria cardiopatia e, com 37 semanas, o caso foi confirmado. Ele nasceu com os grandes vasos trocados, estreitamento dos pulmões e com um buraquinho no coração. Após o nascimento, o médico falou que teria possibilidade de não dar problema, ou dependendo do caso, ele teria que ser operado”, relembra a mãe.

De acordo com a jovem, após o nascimento, Bryan foi levado para o CTI (Centro de Tratamento e Terapia Intensiva) do hospital. “Eu ganhei alta no dia 15 de outubro e meu filho fez cirurgia no dia 16 de outubro. Ele entrou 8 horas no centro cirúrgico e voltou somente às 18 horas”.

Wisllayne disse que viu o filho com vida pela última vez no dia 17 de outubro. “Eu vi ele às 10 horas, os médicos me explicaram que o quadro era grave, que ele teve uma complicação. Os rins estavam parando”.

No período da tarde, ao voltar para visitar o filho internado, Wisllayne e o pai, Edeir Henrique Nunes de Oliveira, 22 anos, receberam a notícia de que Bryan teve duas paradas cardiorrespiratórias. “Ele teve uma e os médicos conseguiram reanimar ele. Mas depois, ele teve outra e não voltou mais. Chegamos no hospital e pegamos nosso filho no colo pela primeira vez, mas ele tinha falecido já. Não conseguimos pegar ele no colo com vida”.

Lembranças que ficam

Após se despedir do filho, a auxiliar administrativo fez um apelo nas redes socais para conseguir revelar as fotos que possui do filho e se surpreendeu com o apoio que recebeu. “As pessoas se solidarizaram muito. Eu queria ter as fotos do meu filho reveladas, mas queria ter sem os aparelhos. Um rapaz me ajudou e me presenteou com as fotos e um outro rapaz vai trabalhar nisso, na retirada dos aparelhos da foto para que eu tenha fotos do Bryan sem aqueles aparelhos”.

Ela afirma que as imagens foram colocadas em quadros. “Colocamos no nosso quarto todas as fotos. E as outras também vamos colocar”.