Durante conversa com a mãe de um aluno do 4º ano da Escola Municipal Hilda de Souza Ferreira, na região da Coophatrabalho, a coordenação da instituição confirmou que quatro alunos passaram mal, na terça-feira (7), mas levantou a possibilidade de crianças já terem chegado mal da casa.
Segundo informações optidas pelo TopMídiaNews, a mãe foi buscar o filho após os relatos envolvendo a merenda escolar servida na escola e os alunos terem passado mal logo em seguida. Ela afirma ter se sentido pressionada durante a conversa ao questionar os acontecimentos.
Durante o diálogo, a coordenadora afirma que houve registros de crianças com sintomas, mas questiona a possibilidade de os alunos já terem chegado à escola passando mal.
“Eu acho que quatro crianças... acontece de crianças aqui na escola, dos 4º anos, às vezes acontece alguma situação que a criança já vem assim de casa. Então, assim, a gente não sabe”, (SIC).
Em outro trecho da conversa, a mãe questiona se a coordenadora havia tido contato com a comida servida aos estudantes naquele dia. A servidora responde que não consumiu a refeição preparada na escola.
“Eu não sei, porque eu fui almoçar, eu almoçava em casa”, afirma.
Vídeos enviados ao TopMídiaNews mostram crianças relatando alterações no cheiro e no sabor do alimento servido no almoço de terça-feira.
Uma das estudantes contou que percebeu algo diferente logo na primeira garfada do macarrão com carne moída. Segundo ela, outros alunos também reclamaram da refeição e procuraram funcionários da escola, que ofereceram outra opção de almoço.
Outro aluno afirmou que o alimento estava “com gosto de vômito”, enquanto uma terceira criança descreveu a comida como estando “ruim” e “podre”.
Após as denúncias, a Escola Municipal Hilda de Souza Ferreira recebeu uma fiscalização na quarta-feira (8), para verificar as condições da alimentação escolar e da estrutura utilizada no preparo das refeições.
Durante a vistoria, foram apontadas dificuldades enfrentadas pela equipe responsável pela merenda. Conforme informado durante a fiscalização, a unidade estaria contando atualmente com apenas uma merendeira, que estaria trabalhando sozinha há cerca de 15 dias e teria relatado limitações na estrutura disponível para preparo e armazenamento dos alimentos.
O vereador Maicon Nogueira (PP), que realizou a fiscalização, afirmou que a situação precisa ser avaliada pela Secretaria Municipal de Educação (Semed).
“A senhora sem condições de trabalho não consegue atender da forma que precisa. Quem cuida da alimentação das nossas crianças também precisa ter estrutura e apoio”, declarou.
Em nota, a Semed informou que não há, até o momento, confirmação de contaminação alimentar na escola.
“As informações que vêm sendo divulgadas sobre a suposta relação entre a alimentação escolar e os sintomas apresentados por alguns estudantes não encontram, até o momento, respaldo em evidências técnicas ou laudos conclusivos que permitam estabelecer nexo causal entre os fatos”, informou a secretaria.
A pasta afirmou ainda que acompanha o caso por meio da Superintendência de Alimentação Escolar, junto à direção da unidade e aos órgãos competentes, e que qualquer conclusão sobre a origem dos sintomas depende de análise técnica.








