Depois de vencer uma grave bronquiolite e pneumonia ainda nos primeiros meses de vida, o pequeno Benjamim, hoje com 10 meses, enfrenta uma nova e delicada batalha pela saúde: alterações graves em exames de sangue levantaram a suspeita de leucemia, e a família, sem atendimento especializado pelo SUS (Sistema Único de Saúde), recorre à rede privada para tentar descobrir a causa do problema.
Benjamim tinha apenas três meses quando precisou ser entubado durante o surto de bronquiolite e pneumonia. Ele permaneceu 14 dias entubado e outros seis dias em enfermaria no Hospital Regional. Durante a internação, o bebê precisou receber duas bolsas de sangue para sobreviver ao quadro clínico grave.
Após a alta hospitalar, a família acreditava que o pior havia passado. No entanto, em dezembro, Benjamim voltou a apresentar sintomas preocupantes, como diarreia líquida persistente. Em sucessivas idas ao hospital, os pais relatam que o bebê foi medicado e liberado sem a realização de exames mais aprofundados. No dia seguinte, com piora do quadro e início de tosse, retornaram à unidade de saúde, mas novamente receberam apenas prescrição de medicamentos.
Somente na terceira procura por atendimento foram realizados exames de sangue, que apontaram infecção intestinal, infecção viral e pneumonia. Mesmo assim, Benjamim foi medicado e liberado. Cerca de oito dias depois, novos exames mostraram piora significativa, o que levou à internação imediata e ao surgimento da suspeita de leucemia.
Apesar da realização de diversos exames e tratamentos, a causa inicial das alterações no sangue ainda não foi identificada. Os médicos recomendaram acompanhamento com uma pediatra infectologista para investigação mais aprofundada, já que a possibilidade de leucemia ainda não foi totalmente descartada. Uma das hipóteses levantadas é de que uma das bolsas de sangue recebidas durante a primeira internação possa não ter sido totalmente compatível.
Segundo os pais, o maior obstáculo agora é a falta de encaminhamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Sem conseguir acesso ao especialista pela rede pública, a família teve de recorrer a consultas e exames particulares, o que gerou despesas que não conseguem mais custear.
Para continuar o acompanhamento médico e garantir o tratamento adequado ao bebê, os pais criaram uma vaquinha online para arrecadar recursos. No dia 25 de janeiro, Benjamim deve retornar a um hospital particular para consulta com uma infectologista pediátrica e dar continuidade à investigação do caso.
Enquanto aguardam respostas e apoio, a família segue mobilizada e pede ajuda para que o filho tenha a chance de crescer com saúde e sem riscos à vida. Para quem puder ajudar, entre em contato pelo telefone (67) 99112-2115







