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Campo Grande

Camisetas de Bolsonaro 'vendem como água' em carreata na Afonso Pena, dizem ambulantes

Evento reuniu grande público em favor do presidenciável e contra o PT

21 outubro 2018 - 19h40Por Thiago de Souza e Celso Bejarano

Camisetas com a foto de Jair Bolsonaro (PSL) foi o item mais vendido durante ato em favor do candidato, favorito nas pesquisas para chegar à presidência. Com o calorão, quem vendeu água também faturou na tarde deste domingo (21), nos altos da Afonso Pena, em Campo Grande. 

Maria Cecília estava em frente à Cidade do Natal com o marido. Ela chegou ao meio-dia de hoje com cem unidades. Os modelos eram de cores variadas, sendo branco, amarelo e verde. Cada uma custava R$ 20,00.

''Foi um meio de arranjar dinheiro e já fiz camisetas para vender nos bairros'', relatou a mulher. Ela acrescentou que pesquisa o perfil do eleitorado e quando sente que a pessoa é ‘’bolsonarista’’ oferece o produto. 

Até por volta das 16h45, Cecília tinha vendido a metade, mas não quis detalhar sua margem de lucro. 
Vendedores de  espetinho e até chope não celebraram da mesma forma que Maria Cecília. 

''Bolsonarista é muito muxiba. Eles trazem de casa'', lamentou o vendedor de espetinho e também cachaça. Ele tem 62 anos e 22 anos só de vendas na Afonso Pena. 

Água e água de côco foram bem vendidos. (Foto: Wesley Ortiz)

Um garoto de 17 anos, que não quis se identificar, trouxe copinhos com mini coxinhas e as vendia por 5 reais. O lucro era 1 real por copo.  Ele também se queixou pois achava que a venda, pelo menos da comisa, iria aumentar. 

Diante do calor, água foi o produto mais vendido. Um dos vendedores contou que já havia ganhado ''cenhão'' até o momento.

Alguns donos de barracas que vendiam água e que não podiam se afastar e chegar até os clientes, ''contratou'' pessoas para oferecer o produto em meio a multidão, o que rendia uma comissão. 

O ato, em favor de Bolsonaro e contra o PT, começou em frente à Cidade do Natal, na Afonso Pena. De lá, o público seguiu em carreata até a rua Paulo Machado de Carvalho, depois até a avenida Mato Grosso até o ponto onde o movimento se encerrou. 

A Polícia Militar informou que não faria estimativa de público. Os organizadores ainda não tinham quantidade de presentes para divulgar.