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Campo Grande

Com DNA e banco de dados, ossada de desaparecido é identificada em Campo Grande

Mato Grosso do Sul realizou 68 coletas em familiares e uma ossada encontrada em 2020 foi identificada

20 setembro 2021 - 12h06Por Rayani Santa Cruz e Silas Lima

Cadáver encontrado em 7 de março de 2020, nos arredores da BR-163, que não tinha identificação, teve o DNA coletado onde foi descoberto que se tratava de Antônio Ailton da Silva, 53 anos. Ele havia desaparecido ao final de fevereiro do mesmo ano.

As informações são da Delegacia Especializada de Homicídios, que através da diretora do IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses), Josemirtes do Prado, entrou no programa nacional de Campanha de Desaparecidos para coleta de DNA. O material genético da ossada encontrada em Campo Grande bateu com a de familiares que registraram o desaparecimento.

O delegado Carlos Delano explicou sobre o resultado positivo. "Replicamos campanha para coleta de DNA de familiares desaparecidos no Estado. Temos ossadas que permanecem não identificadas e entramos no programa nacional de busca de pessoas desaparecidas."

O corpo foi encontrado em estado de decomposição em uma fazenda quando um trabalhador passava com uma colheitadeira. "Essa morte a esclarecer foi investigada pelo 4º DP e o DNA permaneceu no arquivo. Com a campanha foi possível detectar que a pessoa havia desaparecido nove dias antes do ocorrido, e houve um boletim de ocorrência registrado na Cepol sobre o desaparecimento."

O delegado afirma que a vítima possuía problemas com álcool e tinha o hábito de sumir por dias. O local onde o corpo foi achado era a 15 quilômetros da casa dele. A morte não tem origem criminosa e não foi constatado sinais de violência. 

DNA e Campanha Nacional

A diretora do IALF, Josemirtes do Prado, explica como é feito o processo.

"Houve a extração de DNA da amostra e insere no banco de perfil genético no banco de dados a nível nacional. A campanha tem o intuito de achar familiares desaparecidos. A coleta foi feita em uma irmã dele e colocamos o perfil dos familiares no banco e houve a confirmação de vestígios da ossada com os familiares. A partir daí fizemos nova busca no Imol, familiares foram até o banco novamente para a coleta até que se confirmou que era do homem desaparecido."

Delano também diz que a ferramenta é possível encurtar o caminho e dar uma resposta célere a família. "Infelizmente o resultado foi infeliz, mas pelo menos a família sabe o que houve com ele".

Foram coletados na campanha de desaparecidos o total de 68 amostras em Mato Grosso do Sul para a localização de 42 pessoas. "Hoje temos 90 mortes não identificadas no Imol, e todos coletados no banco de dados e a chance de identificação da pessoa desaparecida é grande", diz a diretora do IALF que comemora a primeira identificação pela ferramenta. 

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