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Campo Grande

há 1 hora

Família de pintor morto em Sidrolândia espera justiça: 'que a verdade prevaleça' (vídeo)

Acusados começaram a chegar ao Fórum de Sidrolândia para início de julgamento

A família do pintor Magno Fernandes Monteiro acompanha, nesta quinta-feira (23), o júri popular dos acusados pela morte dele, no Fórum de Sidrolândia. O caso, que chocou a cidade pela violência e pelo período em que a vítima permaneceu desaparecida, chega a um momento aguardado há anos pelos familiares.

Em vídeo gravado pela família, a acusada Natally Machado da Silva foi vista chegando ao Fórum para acompanhar o julgamento. Além dela, também são réus no processo João Pedro Lopes, Otávio Miguel Santos de Souza e Jailson da Conceição do Nascimento, denunciados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Primo de Magno, Leonardo Teixeira Monteiro afirmou que a família espera que a Justiça esteja à altura da gravidade do caso. “Foram anos convivendo com a dor, a saudade e a espera por este momento. Nada devolverá o Magno à nossa família, mas esperamos que os responsáveis sejam responsabilizados na forma da lei”, disse.

Buscando respeito à memória do primo, Leonardo também destacou que a família teme qualquer tentativa de distorcer a imagem da vítima durante o julgamento. “Esperamos que ninguém tente manchar a história do Magno ou inverter os papéis neste julgamento. Ele não está aqui para se defender. Confiamos que os jurados analisem as provas com serenidade e que a verdade prevaleça”, afirmou.

Para os familiares, o julgamento representa mais do que uma resposta judicial. É também uma forma de preservar a memória de Magno e dar fim a um ciclo de espera.

Caso

Magno Fernandes Monteiro desapareceu em fevereiro de 2023. O corpo dele foi encontrado em 22 de maio de 2024, enterrado no quintal da própria residência, no bairro São Bento, em Sidrolândia.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Magno teria sido morto com golpes de martelo e facadas. Depois do crime, os acusados teriam enterrado o corpo em uma cova aberta no terreno da casa, na tentativa de ocultar o homicídio.

As investigações apontam que o crime teria sido motivado por uma disputa envolvendo o imóvel onde a vítima morava.

 

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