Moradores da Rua Iracy Velasquez, no Residencial Flores, em Campo Grande, convivem com buracos, valetas profundas, pedras soltas e alagamentos constantes. A situação é tão crítica que, segundo quem vive no local, motoristas precisam passar por cima das calçadas para conseguir transitar.
O aquarista Igor Rocha, de 23 anos, se mudou recentemente para a região e conta que estranhou as condições da rua desde o primeiro dia. “Eu mudei para cá procurando casinha para alugar e achei. Desde quando eu vim para cá, achei meio estranha a rua, porque realmente é uma rua de difícil acesso”, relatou.
Segundo Igor, até os próprios moradores que têm carro enfrentam dificuldade diariamente para sair de casa sem cair em buracos ou danificar os veículos. A solução encontrada por eles é realizar manobras para não cair em um buraco ou estourar um pneu.
Para tentar amenizar o problema, moradores jogam pedras, pedregulhos e até cacos de mármore nos buracos. No entanto, a solução improvisada também oferece risco. “Tem gente que mexe com mármore aqui na rua e acaba jogando entulho de mármore. Ficam umas lascas que podem furar um pneu careca. Já conversei com vizinhos que moram aqui a vida inteira e eles disseram que nessa rua já coube um carro dentro de um buraco”, afirmou.
A situação piora nos dias de chuva. Como a rua fica em uma área mais baixa e há um córrego no fim da via, a água se acumula rapidamente e transforma o trecho em uma espécie de rio.
O problema também afeta diretamente quem depende da rua para trabalhar. O músico Geraldo Ortiz, de 68 anos, conta que não tem veículo próprio e depende de motoristas de aplicativo para sair de casa. Em dias de chuva, porém, o serviço fica quase impossível.
Moradores afirmam que a rua está em estado precário e cobram manutenção, patrolamento, limpeza e uma solução definitiva para o escoamento da água. “Assim como várias ruas de Campo Grande, está em estado deplorável. Mas eu tenho fé que isso aqui vai mudar. Isso aqui tem que mudar”, disse Igor.
A equipe do TopMídiaNews entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para cobrar um posicionamento sobre a situação da via.








