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Política

há 1 hora

Presa por fraude é dona de plano médico e tinha pai 'chefão' da Saúde em MS

Empresa também tem registro em Três Lagoas; os dois foram presos

A empresária Jessyca Duarte Burgatt, presa por suspeita de fraudes na Saúde de MS, consta como dona de um plano de Saúde em Campo Grande. O detalhe é que o  pai dela, Ed Carlo Burgatt, ocupava um dos cargos mais importantes dentro da Secretaria de Saúde. 

Simples pesquisa na internet traz que Jessyca é sócia da Capital Administradora de Convênios e Planos de Saúde LTDA, cujo nome fantasia é Capital Saúde. Há registro da empresa em Campo Grande e Três Lagoas. Jessyca e o pai foram presos na terça-feira (7), em Campo Grande. A operação é chamada de ''Gutenberg'' e foi deflagrada pelo Gaeco, que buscava cumprir 16 mandados de prião e 43 de busca e apreensão. 

A mulher presa também aparece como sócia em outros empreendimentos. O espaço está aberto para manifestação dela ou da defesa. 

Grave

Dos fatos revelados até o momento sobre a operação, o mais grave é atribuído a Ed Carlo Burgatt. A função dele seria autorizar ou não a regulação de pacientes de secretarias municipais de saúde para hospitais regionais de MS, inclusive o HR de Campo Grande. Porém, a suspeita é que as liberações de leitos só eram feitas se algumas prefeituras do interior contratassem serviços de determinadas empresas sem licitação. Ou seja, extorsão. 

Esquema

Operação do Gaeco, na manhã desta terça-feira (7), buscou prender 16 pessoas de uma quadrilha que fraudava licitações e pode ter desviado R$ 27 milhões da Saúde e na compra de livros em Campo Grande. 

O nome da investida policial é ''Gutenberg'' e também cumpre 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo e Abadiânia (GO). 

Ainda segundo divulgado pelo MPE-MS, o bando é suspeito de corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro e delitos associados. A quadrilha é instalada na Capital e tinha atuação espalhada. 

Outro destaque é a organização em núcleos bem definidos, liderada por empresários que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso. Eles cooptavam servidores públicos para direcionar compras públicas diretas, sem licitação de livros paradidáticos. Os valores desviados eram pulverizados a fim de ocultar a origem ilícita. 
 

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