A comerciante de móveis rústicos, Celi Félix, recuperou a conta do Instagram, nesta quarta-feira (18). Ela foi hackeada por um golpista, em janeiro deste ano, em Campo Grande. Ele usou o perfil para fazer falsas vendas aos clientes e a deixou doente.
Conforme o relato da vítima, em janeiro deste ano, ela estava de férias, em um resort, no Rio Grande do Norte, quando foi questionada por clientes sobre vendas online. À época, ela entrou em pânico, ao descobrir que um suspeito recebia o dinheiro dos clientes, se passando por ela e, claro, não entregava produto algum.
''Foram quatro meses turbulentos. Não sabia o que fazer. Teve cliente que veio na minha loja, querer retirar os móveis'', relembrou Celi. Um dos momentos mais angustiantes foi quando uma cliente gritou na porta da casa dela.
''Naquele dia, eu tive crise no meu quarto, não conseguia levantar. Quase infartei com ela gritando. Eu já estava no meu limite'', desabafou a vítima.

Celi no dia que descobriu ser vítima de golpe. (Reprodução Facebook)
Desde o dia que descobriu o crime, Félix fez diversas postagens em outras redes sociais, explicando que fora vítima de um criminoso. Ela então passou a usar outro perfil no Instagram e, aos poucos, os fregueses foram entendendo o caso.
Quando estava desnorteada, a vítima procurou um delegado de polícia de fora do estado, que deu informações preciosas sobre segurança na rede social e como ela deveria agir para recuperar o perfil.
Com as instruções do policial, a empresária foi ao Procon-MS, à Delegacia do Consumidor e ainda procurou um advogado. Da rede social, ela garante que não conseguiu nenhuma ajuda.
Apesar de recuperar a conta e de inserir diversas verificações de segurança para acessar o perfil, Celi ainda vive assombrada, temendo uma nova investida do estelionatário.
Um destaque no relato da empresária, é que ela foi informada que fora uma das primeiras vítimas da cidade, a ser vítima desse tipo de golpe no Instagram.
No momento, Celi está com dois perfis e, em ambos, esclarece que a conta é apenas para expor os produtos da loja. Ela reforça que não faz transações pelas redes sociais e pede para que os clientes vão presencialmente ao comércio ou façam videochamadas.
''Não ponho valores em móveis, nunca coloquei. Minha loja é gostosa, é só ir lá'', brincou Celi.







