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Campo Grande

há 4 semanas

Mãe é impedida de amamentar bebê durante vacinação na UBS Mata do Jacinto

Situação aconteceu na UBS Mata do Jacinto; mãe destaca que prática é recomendada pelo Ministério da Saúde e pela OMS

Uma mãe de 30 anos denunciou uma situação que viveu na manhã desta terça-feira (13) durante a vacinação do filho de apenas três meses em uma UBS (Unidade Básica de Saúde) de Campo Grande. Segundo o relato, ela foi impedida de amamentar o bebê durante a aplicação da vacina, mesmo afirmando que a prática é segura e recomendada por órgãos oficiais de saúde.

De acordo com Paola Ibarra, ao chegar à UBS Mata do Jacinto, ela já estava preparada para amamentar o filho no momento da vacinação, prática conhecida como mamanalgesia, que ajuda a reduzir a dor, o choro e o estresse do bebê. No entanto, a profissional que realizaria o procedimento informou que não permitiria a amamentação e exigiu que a criança fosse colocada deitada na maca.

A mãe contou que questionou a orientação e explicou que a amamentação durante a vacina é recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pelo Ministério da Saúde, inclusive constando na caderneta da criança. Mesmo assim, a profissional se recusou a permitir o procedimento, alegando que “ali eles não fazem esse tipo de coisa”.

Indignada, Paola afirmou que disse à enfermeira que a proibição violava um direito garantido e que denunciaria a situação. Diante disso, foi orientada a procurar a gerência da unidade. No local, segundo ela, o gerente informou que não conhecia o termo mamanalgesia e precisou pesquisar na internet para confirmar que a prática existe e é recomendada.

Apesar de reconhecer a orientação oficial, o gerente afirmou que não poderia obrigar a profissional a permitir a amamentação durante a vacinação. Para a mãe, a resposta demonstra despreparo e falta de atualização da equipe de saúde.

“Se é seguro, científico e recomendado, por que ainda é negado? Me impediram de fazer o que toda mãe faz por instinto, que é acolher o filho no peito”, desabafou. Paola classificou a situação como desumana e afirmou que negar esse direito fere o cuidado básico que toda criança merece.

Entramos em contato com a prefeitura, que se pronunciou por meio de nota.

Nota:

A Secretaria Municipal de Saúde informa que a mamanalgesia é uma prática recomendada desde 2015 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde, sendo reconhecida como uma estratégia eficaz para a redução da dor durante a administração de vacinas injetáveis em recém-nascidos, bebês e crianças.

No entanto, em situações específicas, visando à segurança da criança, é necessário garantir o posicionamento adequado na maca para que a dose seja aplicada corretamente na região indicada da perna. Essa medida tem como objetivo assegurar a aplicação segura do imunizante, prevenindo possíveis eventos adversos decorrentes de uma aplicação inadequada.

Nesses casos, o vacinador poderá orientar a mãe a interromper brevemente a amamentação no momento da aplicação. Logo após a vacinação, a criança retorna ao colo materno, podendo retomar imediatamente a amamentação, que contribui para o conforto e para a analgesia no período pós-procedimento.

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