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Campo Grande

Obra onde pedreiro foi soterrado não tem placa e é 2ª construção 'largada' por empresário

Primeiro empreendimento abandonado foi o luxuoso Flat HD, na Afonso Pena

21 novembro 2018 - 09h26Por Thiago de Souza

Prédio em construção na esquina das ruas 13 de junho e Dom Aquino, em Campo Grande, onde um operário foi soterrado na tarde dessa segunda-feira (19), não tem placa de identificação e é o segundo empreendimento 'largado' pelo empresário Jean Michel Marsala na Capital. O primeiro foi o edifício luxuoso Flat HD, na Afonso Pena.

Conforme o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, o Crea-MS, a obra não tem placa de identificação, item obrigatório em uma construção. Nem os fiscais do Crea que foram até o local do acidente ontem não sabiam qual a natureza da construção.

Conforme o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, ''é obrigatória a afixação de placas em lugar bem visível ao público, contendo, perfeitamente legíveis, os nomes dos profissionais responsáveis pelo projeto, construção ou instalação, e a indicação dos seus títulos de formatura, bem como a de seus escritórios''.

O gerente do departamento de fiscalização do Crea-MS, Luis Antônio Rodrigues Silva, explicou que a obra era de propriedade da Maxi Incorporadora, cujo empresário Jean Michel Marsala Júnior, aparecia como representante legal. Ainda conforme o profissional, a obra ficou parada, por motivos que ele desconhece, e foi assumida por outra empresa.

O TopMídiaNews apurou que a construtora São Paulo Minas teria assumido o empreendimento. O número de telefone disponível nas redes sociais já não pertence à empresa, por isso não conseguimos contato.

A nova construtora, segundo Silva, tem registro no Crea e a devida ART, que significa Anotação de Responsabilidade Técnica, onde a empresa aponta ao órgão o nome do engenheiro responsável pela obra, contratante e o valor do empreendimento.  

''Porém, não colocaram a placa'', destacou o gerente Luiz Antônio. Ele explicou que a construção recebeu uma notificação de natureza ''comunicativa'' e ''educativa'', para que instale a placa dentro do prazo de 15 dias. Em caso de descumprimento, a empresa fica sujeita a multa financeira, ''mas a obra não é embargada'', destacou Luiz Antônio.

Marsala é processado por calote em construções. (Foto: Reprodução)

Abandono

A Mapa Incorporações LTDA, cujo nome fantasia é Maxi Incorporadora, prometeu construir o Edifício Flat HD, na Avenida Afonso Pena. Primeiro, não cumpriu com os prazos de entrega, atrasando a disponibilização do bem em quase um ano.

Meses depois, a Maxi interrompeu as obras, sendo alvo de diversas ações judiciais por parte dos compradores dos imóveis e de fornecedores.

Conforme apurado pelo TopMídiaNews, os investidores retiraram a Maxi Incoporadora e repassaram para a MBI Engenharia. Hoje o prédio está em fase final de conclusão, cerca de 95%. 

Segundo o presidente da Associação Proconstrução do Condomínio Edifício Flat HD, Ivan Marcus Vanzin, o calote dado pela Maxi aos investidores foi de R$ 11 milhões. Ele diz que o processo corre na Justiça e vai tentar reaver a perda.

''Parece que eles misturaram dinheiro de uma obra com outra e acabaram não construindo'', informou Vanzin.

Luxo e sofisticação

À época da construção, o Edificio Flat HD, prometia estrutura de subsolo para 128 vagas de garagem, térreo com hall de entrada, jardins, dois banheiros sociais, caixa de escada, caixa de elevadores, uma loja interna, salas administrativas, restaurante e loja externa com 13 vagas de garagem descobertas além de pátio central.

Entre as ações judiciais movidas contra Marsala, estão o calote em uma agência de publicidade, de cerca de R$ 5 mil, e a uma fornecedora de materiais para construção, em torno de R$ 140 mil.

A reportagem não conseguiu falar nos escritórios apontados como sendo da Maxi Incorporadora.

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