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Campo Grande

Campo-grandense é feliz e satisfeito na Cidade Morena, aponta pesquisa Itop

Levantamento indica que até quem ganha 1 salário está 'muito satisfeito' com a Capital

13 dezembro 2018 - 07h00Por Celso Bejarano

Sondagem apurada pelo Itop (Instituto Topmidia de Pesquisa) indica que a maioria dos moradores de Campo Grande, a capital de Mato Grosso do Sul, afirma que está “muito satisfeita” por viver na cidade.

Os pesquisadores entrevistaram 1.312 pessoas que moram em partes distintas do mais populoso município de MS, com 885.711 habitantes, segundo estimativa anunciada em agosto deste ano pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Para completar o diagnóstico, o Itop avaliou com os pesquisados fatores econômicos, sociais e religiosos. 

“Como o (a) sr. (a) diria que se sente com relação à vida que vem levando hoje aqui em Campo Grande? O (a) sr. (a) está: muito satisfeito, pouco satisfeito ou nada satisfeito/insatisfeito?”, foi a pergunta destinada aos pesquisados.

FELICIDADE

O grau de felicidade do campo-grandense é notado tanto entre pessoas com baixa renda mensal quanto os personagens que revelaram pertencerem à camada da população que vive em confortáveis situações financeiras.

Entre os pesquisados que disseram viver “muito satisfeito” na cidade, 56.6% afirmaram que recebem, por mês, um salário mínimo (R$ 954).

De acordo com o levantamento, 41,1% dos 1,3 mil sondados pelo Itop, vivem com a remuneração mínima. Ainda assim, apenas 11.8% - percentual que aponta em torno de 1 em cada 10 entrevistados – afirmaram que vivem “insatisfeitos” ou “nada satisfeitos” com a cidade .

Já 31.6% dos entrevistados que ganham um salário mínimo responderam aos pesquisadores que estão “pouco satisfeitos” em morar em Campo Grande.

Os campo-grandenses pesquisados cuja renda mensal gira em torno de cinco a dez salários mínimos (R$ 4.770 a R$ 9.540), inflaram o conceito felicidade no levantamento do Itop.

Nessa classe, 58.2% (perto de seis a cada dez entrevistados) narraram aos encarregados da pesquisa que estão “muito satisfeitos” por viverem na cidade.

Ainda nessa camada, 33.3% dos pesquisados responderam que vivem “pouco satisfeitos” na cidade e 8.4%, “nada satisfeitos/insatisfeitos”.

Cem por cento dos moradores que afirmaram que ganham mais de dez salários mínimos, uma minoria entre os entrevistados (0.2% dos 1,3 mil pesquisados), disseram que estão “muito satisfeitos” por morarem na capital de MS.

NEM TANTO

A camada que afirmou aos pesquisadores que menos atribuiu satisfação com a cidade integra os moradores que recebem salário mensal que varia de R$ 950 a R$ 1,9 mil. 

Nesse estrato, 45.5% disseram estar “muito satisfeitos” em viver no município; 32.7% responderam “pouco satisfeitos” e  21.8% (maior percentual no quesito) declararam que vivem “nada satisfeitos ou insatisfeitos” em Campo Grande.

Ainda de acordo com o levantamento Itop, a maioria dos pesquisados disseram que nasceram em Campo Grande (51%) ou no interior de MS (51%).

Também entre os moradores que revelaram ser felizes com a cidade a maioria está empregada (55.6%), trabalham como autônomos (53.7%), já se aposentaram (53.9%), atua como microempreendedor individual (64.7%), profissional liberal (66.7%) ou trabalha no funcionalismo público (66.7%). 

As respostas dos desempregados, contudo, refletiram  de modo mais negativo na pesquisa ao narrarem como se sentem em relação à vida que vem levando hoje na cidade.

Nessa camada, 45.5% contaram aos pesquisadores que estão “muito satisfeitos” em viveram por aqui; 39.4% disseram estar “pouco satisfeitos” e 15.1% declaram que estão “nada satisfeitos/insatisfeitos” em morarem na cidade.

RELIGIÃO

Ainda conforme a pesquisa, 42% dos entrevistados afirmaram ser católicos e 39%, evangélicos. Considerando que a margem de erro máxima estimada do levantamento é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos dentro de um nível de confiança de 95% sobre os resultados, não há diferença na entre católicos e evangélicos que moram na cidade.

E quanto a opinião sobre como é viver em Campo Grande também foi registrado um empate técnico.
Entre os entrevistados que revelaram suas preferências religiosas, 48% declararam que estão “muito satisfeitos” em viver em Campo Grande. E 51% dos evangélicos também contaram que são felizes por viveram na capital sul-mato-grossense.

A pesquisa que apontou o grau de satisfação em viver em Campo Grande ouviu opiniões de pessoas com idades a partir dos 16 anos. O levantamento foi assim distribuído: 48% dos pesquisados declararam ser do sexo masculino e 52%, feminino.