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Campo Grande

há 1 hora

Prédio de luxo vira dor de cabeça e decepção no Parque das Nações

Empreendimento vendido por até R$ 13 milhões e entregue há cerca de 1 ano acumula relatos de infiltrações, alagamentos e problemas de funcionamento

Falhas nos elevadores, infiltrações, alagamentos em apartamentos e a segurança das piscinas privativas instaladas próximas às sacadas tem tirado a paz dos moradores de um edifício residencial de alto padrão em Campo Grande, localizado em frente ao Parque das Nações Indígenas. Os problemas estruturais e de acabamento que, segundo eles, persistem desde a entrega do empreendimento, em outubro de 2025, vêm se tornando um pesadelo.

Com apartamentos avaliados entre R$ 7 milhões e R$ 13 milhões, o residencial foi apresentado como um empreendimento de luxo, com localização privilegiada e vista para uma das principais áreas verdes da Capital. No entanto, conforme relatos de condôminos, os problemas enfrentados pelos moradores têm transformado a expectativa de morar no local em motivo de preocupação.

Imagens encaminhadas ao TopMídiaNews mostram intervenções de manutenção na estrutura externa do prédio. Também há registros de água acumulada no fosso de um elevador e de água escorrendo pela porta do equipamento. Os moradores relatam que os elevadores apresentam problemas de funcionamento e que as manutenções continuam mesmo após aproximadamente um ano da entrega.

Outro ponto levantado pelos condôminos são as infiltrações nas áreas comuns e nos apartamentos. Segundo os relatos, falhas na instalação de esquadrias e problemas de vedação teriam contribuído para a entrada de água durante períodos de chuva. Os moradores também mencionam rompimentos de tubulações que provocaram alagamentos.

As condições das piscinas privativas instaladas nas sacadas também motivam questionamentos. Medições apresentadas pelos moradores apontam que, em determinados trechos, a distância entre o parapeito da sacada e a piscina é de apenas 35 centímetros. A altura do parapeito seria de 45 centímetros, enquanto a borda da piscina teria 32 centímetros.

A configuração preocupa principalmente pela possibilidade de crianças acessarem a área da piscina e ficarem próximas à proteção de vidro, aumentando o temor de quedas. Os compradores defendem uma avaliação técnica das condições de segurança e a realização de eventuais adequações para reduzir os riscos.


(Repórter Top)

Os condôminos afirmam que investiram valores elevados na aquisição dos imóveis e esperavam receber unidades compatíveis com o padrão anunciado, tanto em relação ao acabamento quanto à segurança e à qualidade da construção.

“Sonho ou pesadelo? Sonho de consumo pela vista e localização, vem se tornando um grande problema, sem solução, com vícios de obra problemas crônicos. O projeto, que recebeu prêmio internacional em 2021, ainda em obra, hoje entrega pesadelo aos moradores e clientes da renomada construtora”, detalha.

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