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Campo Grande

Prefeito diz que mantém repasses em dia e cobra explicações da Santa Casa sobre greve de médicos

Marquinhos deixa claro que o hospital 'tem que esclarecer quem está devendo'

14 dezembro 2018 - 11h02Por Dany Nascimento

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), afirmou que o presidente da Santa Casa, Esacheu Nascimento, deve responder ‘quem deve quem’ quando o assunto é a greve dos médicos, anunciada para ter início na próxima segunda-feira (17). A categoria afirma que está sem receber há mais de três meses e as escalas serão reduzidas até que o pagamento seja regularizado.

Questionado se a prefeitura pode colaborar com o hospital, para evitar a paralisação anunciada, Trad deixa claro que mantém os repasses em dia e afirma que Esacheu deve fazer esclarecimentos. “O presidente da Santa Casa tem que esclarecer quem está devendo para ele. Perguntem para ele, quantos meses devem para ele, pergunta para ele quem é quem e ele vai saber responder”, disse o prefeito.

Os médicos decidiram iniciar a paralisação em assembleia entre a Associação dos Médicos da Santa Casa de Campo Grande (Amesc/CG) e Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed/MS), na última quarta-feira (12). De acordo com o cardiologista Marcos Tigumann, são três categorias com atraso no pagamento.

“Aqui tem três categorias e todas com os salários atrasados. O pessoal que trabalha com pessoa física autônoma, está com dois meses de atraso salarial. Já os que trabalham como pessoa física em regime da CLT, alguns estão há mais de dois meses. Agora os que trabalham como pessoa jurídica, não recebeu o mês de novembro, nem 13º, nem as férias antecipadas”, disse o médico.

A situação é consequência do atraso no repasse de verba, a Santa Casa tem como fonte de recebimento, verbas do Estado, prefeitura e Governo Federal.  Segundo funcionários do hospital, também há outros setores sem receber os proventos.

No período em que estiverem em greve, a escala deve ser reduzida ao mínimo para garantir o funcionamento e atendimento aos pacientes. Os atendimentos serão 70% no setor ambulatorial e cirurgias eletivas e em 30% os atendimentos de urgência e emergência.

Santa Casa

O TopMídiaNews entrou em contato com a Santa Casa da Capital, mas até o fechamento desta matéria nenhuma resposta foi encaminhada.