Ed Carlo Burgatt teve pedido de revogação da prisão negado pela Justiça, em Campo Grande. Ele é apontado como chefe de um dos três núcleos principais da trama golpista, que lesava os cofres públicos na venda de livros escolares para prefeitura de MS.
Na decisão, o magistrado observou que não houve alegação de fatos novos por parte da defesa do investigado capaz de justificar a soltura. Além disso, foi destacado que o pedido ter sido apresentado no dia seguinte a outra solicitação negada. O apelo pedia a substituição do cárcere por medidas cautelares.
''O indeferimento da reiteração do pedido de revogação da prisão é medida que se impõe. Posto isso, por reputar presentes no caso em tela os requisitos dos arts. 312 e 313, ambos do Código'', detalhou o magistrado.
Mercador da Morte
Ed Carlo Burgatt é servidor da Saúde e ocupava o cargo de coordenador de Regulação Assistencial da Secretaria Estadual de Saúde. No esquema desvendado pelo Gaeco, ele só liberava leitos hospitalares para prefeituras, caso os chefes do executivo fechassem contrato sem licitação com a Editora Avante. Por isso ele recebia propinas de diversos valores, alguns acima de R$ 100 mil.
Em diversos trechos de conversas interceptadas, Burgatt usava expressões como ''se não fechar, não libero leito'' e ''deixa o povo morrer''.








