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Campo Grande

Professor da UFMS diz que não 'consumou' estupro de criança e desafia polícia a investigá-lo

Universidade promete apurar conduta do docente e acionar as autoridades

27 novembro 2018 - 18h20Por Thiago de Souza

Professor do Instituto de Matemática da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, negou que tenha consumado estupro de vulnerável contra um suposto menino de 11 anos. Na mesma publicação no Facebook, em 18 de novembro deste ano, ele disse que seria real um vídeo onde ele aparece  praticando um ato de pedofilia contra a criança.

Caso veio a tona nesta terça-feira (27), a partir de denúncia no Facebook (clique aqui para ver) feita por um aluno de mestrado da instituição. O professor negou ter chegado às vias de fato com a vítima. No entanto, isso não foi explicado no texto da postagem e sim nos comentários, abaixo da publicação.  

''Não se consumou. Jamais faria isso! Nem com menino nem com menina! Mas o objetivo da "turma" era exatamente a consumação do fato.

Ainda na seção de comentários, o professor vai além e desafia a polícia a investigá-lo.  

''...quem desconfia que sou pedófilo, que vá à uma DP e denuncie. Tenho endereço fixo e trabalho fixo, é fácil me achar. Quem não deve não teme!'', intimou.

Professor diz que também 'foi vítima' em vídeo de pedofilia. (Foto: Reprodução Facebook)

Em alguns de seus comentários, o professor sugere que os supostos crimes confessos seriam uma ironia a quem o questiona, a quem ele chama de ''esquerdoides''.

Em dado momento, ele sugere que houve uma armação por parte de pessoas que  não identifica, e chama apenas de ''turma''. Essas pessoas, diz ele, é que queriam que ele consumasse o estupro do garoto de 11 anos.

''Só que isso não foi o pior fato, eles [turma] são capazes de qualquer coisa'', acusou o profissional, sem dar qualquer detalhe. O homem, que é mestre e doutor em estatística, não respondeu quando foi perguntado se ele denunciou à justiça a suposta ''armadilha'' para que ele cometesse ato de pedofilia.

''Só não me pergunte mais porque este ambiente é impróprio para detalhes, e o lugar próprio é em juízo'', respondeu.

O professor disse ter feito a postagem com ''intenções sérias'', mas que diante dos comentários resolveu agir com ironia.

''São só 22 comentários até agora, ainda não dá para eu ficar famoso! Já ganhei muito mais comentários que isso, que decepção!...Bolsonaro se elegeu assim, famoso, com processos no STF por pedofilia, homofobia, claustrofobia, xenofobia, misoginia, grelho duro, machismo, ... eu não conhecia tantas tipificações jurídicas assim. Quero me eleger prefeito em 2020, pelo PSL. Prometo abater pessoalmente quem estiver portando guarda chuvas e furadeiras. Em tempo: claro que votei em Bolsonaro!'', escreveu o responsável pela graduação de centenas de alunos na UFMS.

Em nota, a UFMS informou que o Instituto de Matemática, o Inma, vai apurar a conduta do professor e tomará as medidas administrativas cabíveis. A instituição disse que ''repudia qualquer ato ilícito e, se confirmada a gravidade da notícia, as autoridades competentes serão contatadas."  

Entenda o caso

Um professor do Instituto de Matemática postou um texto onde falava sobre atribuía a péssima condição das universidades públicas do país a uma série de fatores. Um deles, seriam calúnias sofridas por ele, que descreveu a situação da seguinte maneira.

''...sei de um vídeo que me mostra praticando pedofilia homossexual com um menino de uns 11 anos. O vídeo é real, e lembro da data e hora,  mas também sou vítima'', escreveu o docente.
Em outro trecho da mesma fala,  ele completa. ''...Detalhe, sou apenas um, de muitos casos, e este não é meu caso mais grave'', concluiu.

Tentamos contato com o professor via Facebook e telefone, mas não fomos respondidos.