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Campo Grande

Ginecologista, Resende ameniza denúncias de violência contra grávidas e defende médicos do HR

"Esses relatos e situações estão em uma linha muito tênue", comenta o secretário de Saúde

16 janeiro 2019 - 07h00Por Nathalia Pelzl e Diana Christie

Secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende (PSDB) diz que desconhece as denúncias de violência obstétrica no Hospital Regional, constantemente reportadas pelo TopMídiaNews. Ele destaca que a linha entre a má interpretação dos procedimentos comuns e a violência em si é muito tênue, colocando em descrédito os relatos das vítimas.

“Eu participei de várias audiências sobre o assunto e sei que esses relatos e situações estão em uma linha muito tênue. Eu, como médico ginecologista, sei que isso é uma questão muito frágil, essa abordagem de violência obstétrica, porque há procedimentos que temos e que são milenares, mas hoje tem setores da sociedade que interpretam como violência obstétrica”, comenta.

No entanto, as denúncias sobre o hospital são constantes. Em um dos relatos publicado no grupo de Facebook “Aonde não ir em Campo Grande”, uma gestante conta que o parto foi realizado 30 horas depois da chegar ao hospital, após autorização para uma cesárea, e que o bebê poderia ter morrido. A mulher informa também que a família irá procurar o conselho nacional de saúde.

Em sua defesa, o secretário fala que hoje até o uso de medicamento para induzir o parto é suficiente para gerar questionamento sobre o atendimento . “Até o uso de medicamentos para fazer um parto ser conduzido de uma forma melhor, para alguns, é considerado violência. É muito frágil entre aquilo que a ciência demonstrou ao longo do tempo e o que consideram violência”, diz.

Resende reforça que caberá ao novo diretor do hospital investigar as denúncias, destacando que tem certeza da capacidade do novo gestor e do comprometimento dos profissionais que atuam ali.

“Como ginecologista, eu falo pra você que é preciso fazer esse levantamento. Mas, no hospital, eu tenho certeza que nenhum profissional [faria isso]. E eu tenho a informação de que bons e excepcionais médicos obstetras trabalham hoje no Hospital Regional”, finaliza

Violência obstétrica no País

No Brasil, dados mostram que 25% das mulheres apesar não de muitas vezes não estar familiarizada com o assunto, já sofreu este tipo de violência.

A Organização Mundial da Saúde fez uma lista de violência no parto para que sejam identificados e combatidos nos hospitais e maternidades do mundo. São eles: abuso físico, abuso sexual, preconceito, discriminação, não cumprimento dos padrões profissionais de cuidado, mau relacionamento entre as gestantes e os profissionais, condições ruins do sistema de saúde.

Uma boa alternativa para evitar que isso ocorra é a presença de acompanhantes, assegurada pela Lei 11.108, que existe desde 2005. 

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