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Irregularidades

há 32 minutos

Conselho de Saúde expõe gasolina em ambulâncias a diesel e falhas graves na frota da Sesau

Auditoria aponta registros de gasolina em três ambulâncias, abastecimentos idênticos em sequência e saltos irreais de quilometragem em 81 veículos

Uma auditoria do Conselho Municipal de Saúde sobre o abastecimento da frota da Sesau identificou registros de gasolina comum em três ambulâncias cadastradas para Diesel S-10 e falhas de quilometragem em dezenas de veículos de Campo Grande. O relatório encontrou ainda 120 transações com saltos superiores a 50 mil quilômetros em 81 veículos.

No caso das ambulâncias, os veículos são três modelos Jumper, de placas NRL9132, OOR8627 e OOR8628. Segundo o relatório, cada uma registrou dez abastecimentos com Diesel S-10 entre 1º e 10 de outubro de 2025. A partir de 13 de outubro, porém, os lançamentos passaram a indicar gasolina comum.

A mudança de combustível não foi o único padrão que chamou a atenção dos auditores. Em 101 datas, as três placas aparecem no sistema em operações registradas dentro de janelas de até dez minutos. Em 87 dessas sequências, os lançamentos apresentam exatamente a mesma quantidade de litros e o mesmo valor.

Em um dos exemplos citados, no dia 13 de outubro, as três ambulâncias aparecem no Posto Campo Grande às 19h27, 19h31 e 19h32. Em cada registro constam 69,32 litros e valor de R$ 400.

No relatório assinado por Jader Vasconcelos, coordenador da Mesa Diretora do Conselho Municipal de Saúde, o padrão é destacado entre as inconsistências que precisam de explicação da administração. “Três ambulâncias Jumper cadastradas como Diesel S-10 passaram a registrar gasolina comum a partir de 13/10/2025. Em 101 datas, há trios de abastecimento dessas três placas dentro de dez minutos; em 87 trios, os litros e valores são idênticos.”

As inconsistências vão além das ambulâncias. A auditoria identificou 120 transações, envolvendo 81 veículos, com saltos de hodômetro superiores a 50 mil quilômetros entre um abastecimento e outro. Em alguns casos, o sistema registrou diferenças de dezenas de milhões de quilômetros, valores incompatíveis com o uso normal da frota.

Segundo o relatório, o padrão é mais compatível com falha sistemática de captura ou digitação do que com deslocamentos reais. O Conselho cobra explicações da Sesau sobre as falhas no controle da frota e os 120 registros de quilometragem irreal, além da gasolina lançada em ambulâncias a diesel.

A Prefeitura de Campo Grande foi procurada para explicar os registros de combustível, as operações em sequência e os saltos de quilometragem apontados pela auditoria, mas não respondeu até o fechamento da matéria.

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