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Cidade Morena

Mulher tem graves queimaduras após fazer bronzeamento em centro de beleza na Capital

Cliente precisa de tratamento médico, teve despesa de quase R$ 1 mil e tenta responsabilizar proprietária do estabelecimento

19 fevereiro 2019 - 09h30Por Amanda Amaral

Manchas, bolhas na pele e muita dor: foi assim que a cliente relata ter ficado após sessão de bronzeamento natural em centro de beleza no bairro Guanandi, em Campo Grande. Há mais de um mês, a mulher passa por tratamento médico e diz não ter ainda conseguido retomar sua rotina, tampouco responsabilizar a proprietária do estabelecimento.

A mulher, que prefere não ter nome publicado, relatou o caso em tom de alerta no grupo ‘Aonde Não ir em Campo Grande’, no Facebook. Ela conta que em sua pele foi aplicado produto intensificador de bronze chamado ‘parafina de chocolate’ antes da exposição ao sol, mesmo após frisar o pedido por cuidados em sua pele, clara e já com tendência a sardas.

Contudo, confiou na experiência da profissional, mas sentiu que precisava sair do sol antes do tempo determinado. Na noite do mesmo dia, 13 de janeiro, diz ter começado a passar mal e foi até uma farmácia adquirir loção pós-sol, que pouco ajudou.  

“Dormi muito mal, aliás não dormi nada, parece que saía fogo do meu corpo. Logo pela manhã fui ao médico, não conseguia andar, a dor nas pernas era insuportável e eu tinha sensação que minha pele estava cozida. Fiquei tomando soro umas duas horas”, conta ela, que só então descobriu que o produto aplicado durante a sessão era indicado para peles morenas.

Mesmo sob tratamento com anti-inflamatórios, a dor continuava e a vermelhidão em toda a pele frontal do corpo aumentou. Em consulta particular com dermatologista, o diagnóstico foi queimadura de 1º e 2º grau.

“Senti muita dor, tristeza, fora o transtorno enorme. Entrei em contato com a proprietária, contei sobre o ocorrido, mandei fotos e pedi o dinheiro do bronze malsucedido e de alguns gastos, porque não guardei nota de todos os remédios”, diz.

Ela registrou as conversas por WhatsApp com a proprietária do estabelecimento, em que mostra os ferimentos e pede auxílio para arcar com as despesas do tratamento, que somadas aos R$ 50 da sessão malsucedida chegam a quase R$ 1 mil. Mesmo após expor a situação no grupo e gerar grande repercussão, a vítima diz ainda não ter sido procurada para acordo.

“Ainda estou em tratamento e sol nunca mais, os médicos não sabem se no futuro terei algo mais sério, porque o estrago foi grande, minha pele ficou com manchas. Agora estou conseguindo usar calça jeans, estou tentado voltar a minha rotina, mas ainda sinto dor. Tentei contato com a proprietária, mas pelo que entendi ela não percebeu o estrago que fez na minha pele”, finaliza.

Defesa

A reportagem entrou em contato com a proprietária do estabelecimento, que não quis se manifestar, mas diz que o local é um centro de depilação e que deve tomar medidas judiciais contra a acusação. Sua advogada também preferiu não se pronunciar sobre o caso por telefone e não encaminhou posicionamento até a publicação da matéria.

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