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quinta, 20 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Cidades

Com medo de ficar sem combustível, motoristas enfrentam filas em postos de MS

Apesar disso, consumidores garantem apoiar o movimento dos caminhoneiros

24 maio 2018 - 09h09Por Liziane Berrocal e Dany Nascimento

Com a greve dos caminhoneiros caminhando para o quarto dia, um “efeito manada” levou muita gente a buscar produtos “antes que acabem” e um desses é o combustível. Motoristas enfrentam filas em postos de combustíveis para abastecerem os veículos. Com valores oscilando entre R$ 3,99 a R$ 4,29, alguns consumidores esperam até uma hora para serem atendidos. Apesar disso, a greve dos caminhoneiros recebe apoio maciço.

Esperando para ser atendido em um posto no Centro da Capital, Guilherme Rocha, 60 anos, técnico em telecomunicações é um dos que está na fila. “Estou há mais de 30 minutos na fila porque encontrei um valor mais baixo e, com essa greve, o medo é que o combustível acabe nos postos. O certo seria um valor de R$ 2,50 e é impressionante, pagamos quase o dobro”, reclama. 

“Apesar disso eu apoio a greve dos caminhoneiros, dez vezes se for possível. Os políticos tem que parar que eles são tão espertos em cima do povo”, garante ele mesmo esperando.

Também enfrentando a fila nesta manhã Jorge Nunes, 59 anos, torneiro mecânicos acha que não vai faltar nada, mas prefere se prevenir. “Já fui sindicalista e nunca gostei de greve, mas nesse caso temos que apoiar a atitude dos caminhoneiros e acredito que mesmo com essa quantidade de carros nas filas, não vai faltar combustível”.

Luzimar Pereira de Meldo, 56 anos, funcionário público federal reclama que alguns estão se aproveitando da situação. “Os comerciantes acabam se aproveitando e agindo de má fé para aumentar o valor dos produtos.  Como desde ontem começaram a formar filas, os postos aproveitam ainda mais para aumentar o preço da gasolina, quando a ordem seria diminuir. Não vi a redução anunciada em nenhum posto”.

Sem esperanças, o funcionário público diz apoiar a greve. “Mas ainda assim, não acredito em mudanças não”, sentencia.

Já o aposentado Daniel Doreto, 72 anos, a greve é o caminho sim. “Apoio, porque temos um governo fraco, que não usa o serviço de inteligência para detectar futuros problemas e não acredito que seja falta de vontade e sim incapacidade do governo. Um governo irresponsável e a greve pode melhorar a situação. Em uma semana o preço da gasolina sobe três vezes, e uma empresa que contrata uma frota de caminhões para fazer entrega em um mês não tem segurança nenhuma, porque contrata por um valor e numa semana altera três vezes? Isso mostra a incapacidade do governo e ninguém quer trabalhar de graça”.

Nos postos de combustíveis os donos não autorizam os funcionários a falarem. “Não temos autorização para falar nada, só trabalhar”, disse o gerente.