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Monumento à Zarabatana homenageia culturas indígenas, mas passa despercebido por campo-grandenses

Monumento está localizado no Parque das Nações Indígenas

09 novembro 2019 - 15h15Por Nathalia Pelzl

Criado em 1993, muitas pessoas, apesar de já terem passado pelo local, desconhecem o significado do Monumento à Zarabatana (lança dardo) que faz uma homenagem às culturas indígenas de Mato Grosso do Sul e fica localizado no Parque das Nações Indígenas, nos altos da Avenida Afonso Pena.

Com aproximadamente 12 metros de altura, a construção foi feita em forma tridimensional, com tijolos com características medievais. Também é conhecido como Monumento ao Índio. O autor do projeto é o arquiteto Roberto Montezuma, segundo o Portal MS.

Problema cultural?

Em Campo Grande, existem diversas estátuas e monumentos que vão além de mostrar aspectos históricos, mostram também a cultura, a tradição e a identidade formadas pelos povos originários do Brasil, os indígenas, e os imigrantes paraguaios, bolivianos, japoneses, sírio-libaneses e europeus. 

Entretanto, nem todo mundo conhece ou sabe o significado. Na visão do cantor Vinícius Souza, 21 anos, não há incentivo para que as pessoas conheçam a história do munícipio.

“Não há de fato incentivo pra conhecer a história do município, sabemos o básico que se aprende no Ensino Fundamental, que é cantar o hino, quem fundou a cidade e para por aí. Não se fala sobre os monumentos da cidade, a importância de ruas para a cidade, os bairros, tudo fica esquecido”, destaca.

Beleza independente do significado

Mesmo sem conhecer o significado, o administrador Fernando Abreu, 27 anos, defende que o Parque em si, além dos monumentos, contribui para o turismo da cidade.

“Mas acho interessante para fortalecer o turismo pela nossa cidade, ter pontos turísticos legais é importante. Aqui em Campo Grande temos vários, a Praça das Araras, por exemplo, o Carro de Boi”, diz.

Para Vinícius, além da falta de incentivo, existe também a falta de interesse dos próprios moradores.

“Existe desinteresse também, claro, que pela correria do dia a dia, mas parte do ponto inicial em que nem sequer nas escolas somos incentivados a ter esse aguçamento pelas coisas da cidade. Por não gostar? Talvez, mas quem é que não gosta de saber um pouco da sua história? É tudo muito relativo, mas o que gera o desinteresse da população é o desinteresse de quem fala por nós em incentivar tal prática”, finaliza.

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