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Cidades

Secretaria nega descaso em UPA e afirma que pacientes estão recebendo atendimento adequado

Após morte de mulher em UPA com suspeita de H1N1, paciente relatou situações de descasos na unidade

20 junho 2019 - 14h30Por Nathalia Pelzl

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), negou  que pacientes com suspeita de H1N1, estariam juntos com outros usuários. A denúncia foi feita por uma paciente que disse ainda que, além dos casos de H1N1, um senhor com tuberculose, hanseníase, entre outros agravantes, que está recusando tratamento, não estaria em área isolada.

Conforme a nota, todos os pacientes da unidade estão recebendo o atendimento adequado e necessário, sem colocar em risco a saúde de outros pacientes, mantidos em ambiente arejado e ventilado, de acordo com as  orientações previstas.

Sobre a questão da máscara N95 apontada pela paciente, a Sesau informou que, os profissionais podem usar a máscara até três dias, desde que esteja limpa e sem danos. A recomendação seria para contingenciar e otimizar o recurso, seguindo a orientação prevista do fabricante.

Entenda o caso

Após a morte da manicure Júlia Nantes Oliveira, de 40 anos, na última segunda-feira (17) na UPA Santa Mônica, em Campo Grande, com suspeita de H1N1, paciente da unidade procurou o TopMídiaNews, e relatou situações de descasos na unidade.

Uma usuária, que preferiu não se identificar, relatou que mais pacientes estariam com suspeita de H1N1, juntos com outros pacientes.

“Tem uma paciente que está com suspeita de H1N1 e está junto com outros pacientes na enfermaria, fora isso 2 pessoas estão no isolamento com H1N1, aguardando vaga hospitalar e esse isolamento é um local fechado que tem 1 banheiro e 2 janelas somente. Sendo que,  no banheiro, os funcionários tem que entrar lá com 1 única máscara comum, que se pega  uma única vezes para ser usada com todos os pacientes atendidos porque a máscara chamada n95 foi distribuída 5 apenas, por Upa e não querem que usam desperdiçando”, relatou.

A paciente relata o caso de um senhor com tuberculose, hanseníase, entre outros agravantes, que está recusando tratamento, porém não está em área isolada.

“Ele fica lá como foco espalhado o vírus, ai quem chega e procura atendimento para uma coisa simples,  pode sair de lá no caixão como aconteceu com a Júlia, moça que morreu no local na segunda”.

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