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sábado, 25 de setembro de 2021 Campo Grande/MS
Cultura

Reunião no MIS discute 150 anos da Retirada da Laguna

O encontro é aberto a todos os interessados que queiram colaborar com o processo de criação

23 dezembro 2016 - 11h59Por Notícias MS

Aconteceu nesta quinta-feira (22), no auditório Idara Duncan, no Museu da Imagem e do Som (MIS-MS), mais uma reunião sobre as atividades alusivas aos 150 anos da Retirada da Laguna, realizada pela Secretaria de Estado de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação (Sectei) em parceria com o Centro de Análise e Difusão do Espaço Fronteiriço da UFMS (CADEF).

O encontro é aberto a todos os interessados que queiram colaborar com o processo de criação de atividades alusivas aos 150 anos da Retirada da Laguna, a serem realizadas em 2017. A abertura contou com a apresentação do Coral do Governo do Estado, regido pelo maestro Quirino.

Na ocasião são expostas ideias e sugestões acerca das atividades que se pretende realizar no ano de 2017 nas áreas de cultura, turismo, economia criativa, pesquisas científicas e empreendedorismo. Foi apresentado também a criação do carimbo postal sobre os 150 anos da Retirada da Laguna, pelos Correios e a carta que será direcionada ao govenador Reinaldo Azambuja.

Para o secretário da Sectei, Athayde Nery, a Retirada da Laguna deve ser eternamente lembrada. “Fiz questão de vir aqui hoje para reforçar o quanto esse acontecimento até hoje revela o que somos e até para onde vamos, e tudo deve ser guardado e lembrado para as próximas gerações vindouras. Sem dúvida nenhuma que a Retirada é um dos mais importantes acontecimentos da nossa história. Ano que vem Mato Grosso do Sul faz 40 anos e vem de encontro com os 150 da Laguna, será um ano de muita história a ser rememorada”, destacou Athayde.

O superintendente de Turismo da Sectei, Matheus Dauzacker, explica que a reunião é uma continuação de um processo iniciado em 2015 entre várias instituições, com o intuito de reforçar a importância deste episódio da Guerra da Tríplice Aliança e celebrar a paz e a união entre as nações, os povos e etnias envolvidas.

“As instituições envolvidas se uniram para desenvolver uma estratégia de desenvolvimento que agregue o território de seis municípios de Mato Grosso do Sul para a implementação da Rota Cultural e Turística Retirada da Laguna, oferecendo serviços e divulgando atrativos naturais, históricos e culturais da região, além de uma série de eventos para ressaltar a importância desse episódio histórico ocorrido em território sul-mato-grossense e que merece homenagens à altura da bravura daqueles que participaram”.

Histórico

No mês de novembro de 1864, o presidente da República do Paraguai, Francisco Solano López, deu ordens para a captura do vapor brasileiro Marquês de Olinda, que navegava no rio Paraguai.

A embarcação transportava como passageiro o recém-nomeado presidente da Província de Mato Grosso, Carneiro Campos, feito prisioneiro pelas tropas paraguaias. Esse ato serviu como agravamento das hostilidades já existentes entre os dois países.

No mesmo ano, o exército paraguaio lançou ataque sobre a Província de Mato Grosso com duas colunas, uma fluvial e outra terrestre, passando a controlar parte do território mato-grossense.

Como resposta, o Império do Brasil organizou, a partir de abril de 1865, uma expedição destinada a combater as tropas paraguaias que já ocupavam vastas áreas ao oeste do território brasileiro. A coluna expedicionária palmilhou longa trilha pelo sul do imenso território sul-mato-grossense, chegando até a localidade de Laguna, no Paraguai. Durante mais de dois anos, os combatentes brasileiros sofreram muitas privações, devido principalmente ao isolamento da província, falta de víveres e doenças, que levaram a perda de um terço de seu contingente e teve seu ponto final em 11 de junho de 1867, quando em retirada, as tropas brasileiras chegaram ao Porto Canuto, à margem esquerda do rio Aquidauana.

Esse episódio da Guerra da Tríplice Aliança – chamada pelos brasileiros de Guerra do Paraguai, e pelos paraguaios de Grande Guerra – foi imortalizado pelo Visconde de Taunay, no livro “A Retirada da Laguna”.

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