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Cinco grupos disputarão leilão de concessão em três rodovias brasileiras

Rodovias brasileiras

3 DEZ 2013
Valor Econômico
19h00min
Trecho da BR 060, em Brasília (DF)

A ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestres) informou que ainda esta semana, será disputado o ante-penultimo lote de leilão do ano, reunindo trechos das rodovias BR 060, BR 153 e BR 262 (regiões de Brasília, Triângulo Mineiro e Belo Horizonte). Cinco grupos especializados em concessões de rodovias entregaram ontem (2), propostas para mais um certame do governo federal.

 

Participam da disputa as empresas Queiroz Galvão, CCR (companhia dos grupos Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Soares Penido), Invepar (de Previ, Petros, Funcef e OAS), Triunfo Participações e Investimentos, além de um consórcio liderado pela EcoRodovias (controlada pela construtora paranaense CR Almeida) e integrado também por Coimex, Rio Novo Locações, Tervap, Contek, A. Madeira e Urbesa. A abertura dos envelopes acontece nesta quarta-feira (4), na sede da BM&FBovespa, em São Paulo.

 

A licitação dos trechos é interessante para as empresas porque a região tem um forte tráfego de veículos. Relatório elaborado pelo banco Credit Suisse - que usou também como referência números da ANTT - apontou no meio do ano que esse é o lote com maior tráfego de todo o programa de concessões do governo Dilma Rousseff, com 274 mil veículos equivalentes por dia. O segundo com maior tráfego era, de acordo com o levantamento, o trecho da BR-163 no Mato Grosso (licitado na semana passada), com 213 mil veículos equivalentes. Mesmo com o forte tráfego, o lote desta semana foi classificado no meio do ano como "desafiador" na análise do banco.

 

Uma das avaliações da iniciativa privada era que, apesar de já ter um número robusto de movimentação de veículos e o projeto não ter grandes dificuldades de engenharia, a demanda de investimentos é alta. Serão 647 quilômetros a serem duplicados em cinco anos (na BR-163 no MT, por exemplo, eram 453 quilômetros). Os investimentos totais em 30 anos são calculados em mais de R$ 7 bilhões pelo governo (na última disputa, eram R$ 4,6 bilhões). Além disso, algumas empresas acreditam que a região das rodovias não deve apresentar um crescimento econômico tão exuberante nos próximos anos.

 

Fonte: Valor Econômico

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