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Economia

Gasolina aumenta, mas ainda tem posto vendendo por R$ 4,19 em Campo Grande

Etanol teve leve queda e pode compensar em alguns casos; entenda

12 fevereiro 2020 - 11h07Por Nathalia Pelzl

Quem precisa abastecer o veículo para trabalhar já sentiu na pele, ou melhor, no bolso, a alta do preço dos combustíveis, nesta quarta-feira (12), em Campo Grande.

O aumento ocorre após o reajuste da alíquota do ICMS (Imposto Sobre Comercialização de Mercadorias e Serviços) de 25% para 30%  na gasolina em Mato Grosso do Sul.

O etanol teve redução de 25% para 20%. No início da manhã de hoje, o movimento em alguns postos estava tranquilo.

Em um estabelecimento na Avenida Costa e Silva, na Vila Progresso, a gasolina foi encontrada por R$ 4,19 e estava acessível, segundo clientes.

Já na Spipe Calarge, na Vila Morumbi, a gasolina comum está sendo comercializada a R$ 4,51. Já quem optar pela gasolina aditivada pode encontrar por R$ 4, 61, enquanto o etanol a R$ 3,57.

No Bairro Rita Vieira, em dois postos, na Avenida Rita Vieira e Três Barras, uma variação de R$ 0,11 centavos.

Na primeira avenida citada, a gasolina comum, aditivada e etanol são comercializados a R$ 4, 48, R$ 4,68 e R$ 3,69, respectivamente.

Já na Avenida Três Barras, a aditivada está R$ 0,09 centavos mais em conta, sendo vendida a R$ 4, 59.

Entenda 

No início do mês, o presidente Jair Bolsonaro declarou que "zeraria" os tributos federais que incidem sobre os combustíveis caso os governadores fizessem o mesmo com o ICMS também aplicado ao setor. "Eu zero o federal hoje se eles zerarem o ICMS. Está feito o desafio aqui agora", disse na ocasião.

No entanto, no Estado, o reajuste do ICMS foi aprovado pelo governo desde dezembro do ano passado, ou seja, antes da declaração do presidente. 

O ICMS é responsável pela maior parte da arrecadação dos Estados.

Na semana passada, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) disse está aberto a falar sobre o assunto com o Governo Federal.

Ele assinou uma carta com o posicionamento junto ao Fórum de Governadores dos Estados e do Distrito Federal.

“Nós estamos abertos a discutir com o Governo Federal mudanças na tributação dos combustíveis. Não estamos alheios, o que não dá é o presidente propor mudar o ICMS e não discutir os tributos federais que incidem sobre os combustíveis”, explicou Azambuja.

Dica

A orientação do Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes) é para que o consumidor faça uma análise da seguinte forma, dividindo o preço da gasolina pelo do etanol, se der menos de 70% é compensatório abastecer com etanol.