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Ação de Luisa Mell faz maior rede de pet shops do Brasil parar de vender gatos e cachorros

De acordo com a Polícia Militar, mais de 1700 cachorros foram resgatados de um canil que estava funcionando de forma irregular

21 fevereiro 2019 - 15h44Por Da redação/Portal do Animal

A atuação da ativista vegana Luisa Mell foi crucial para que a maior rede de pet shops do Brasil, a Petz, pusesse fim à comercialização de animais de estimação em todas as suas lojas. Alguns dias antes, Luisa Mell, juntamente com toda a sua equipe de funcionários e voluntários da sua Fundação tomaram parte do maior resgate de animais já registrados no Brasil até à data. De acordo com a Polícia Militar, mais de 1700 cachorros foram resgatados de um canil que estava funcionando de forma irregular e que não tinha permissão de funcionamento dos órgãos de fiscalização, tendo também recebido muitas denúncias de maus tratos aos animais.

Após tomar conhecimento da situação, a Petz, que é atualmente a maior rede de pet shops do Brasil, suspendeu todo o fornecimento animais domésticos para suas filiais e anunciou o fim da parceria com o canil em causa – já que a Petz tinha contrato com o estabelecimento. Contudo, isso foi apenas o rastilho para algo muito maior: Sergio Zimerman, presidente da Petz, publicou de seguida nas redes sociais um vídeo em que afirma que a empresa irá deixar de comercializar cachorros e gatos em definitivo, proibindo todas as 82 lojas da rede de venderem animais de estimação.

Ao explicar os motivos que o fizeram tomar essa decisão, Sergio diz que a Petz “mantinha um rígido controle dos criadores de filhotes” que a empresa posteriormente revendia em suas filiais. Entretanto, mesmo com uma política rígida, o canil foi alvo de denúncias de maus tratos. Ele então consultou sua equipe sobre a probabilidade de uma denúncia semelhante voltar a ocorrer. Em resposta, a equipe disse que o “processo de fiscalização dos fornecedores de filhotes é 99% seguro”. Não podendo garantir que todos os cachorros e gatos vendidos estejam livres de maus tratos, a empresa como um todo decidiu que seria melhor encerrar o departamento de venda de animais.

No vídeo, Sergio afirma que os filhotes remanescentes que estão nas lojas não podem ser remanejados. Quando eles forem eventualmente vendidos, o lucro com a venda será transferido para projetos filantrópicas da Petz. O melhor de tudo (em nossa opinião), é que todos os espaços utilizados para a venda dos animais nas lojas serão modificados e usados para eventos de adoção promovidos por ONGs parceiras. Sem qualquer dúvida, esse é um grande passo adiante na luta contra a “indústria de filhotes” no Brasil.

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