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Geral

VÍDEO: Discurso de defesa de Bolsonaro é alvo de panelaços em capitais

Presidente rebateu as críticas e acusações de Sérgio Moro

24 abril 2020 - 19h19Por Thiago de Souza

O discurso de defesa do presidente Jair Bolsonaro, que começou às 16 horas (MS), foi prontamente criticado por meio de panelaços em várias capitais do país. Bolsonaro rebateu as críticas do ex-ministro Sérgio Moro e o acusou de cobrar uma vaga no STF. 

As manifestações, que já se tornaram comuns após as falas e pronunciamentos do presidente, foram ouvidas na Parada Inglesa, em São Paulo. 
Bairros da zona sul do Rio de Janeiro e algumas capitais do nordeste também deram o recado ao presidente, enquanto ele se defendia dos ataques de Sérgio Moro. 

Às 10 horas (MS), também houve panelaços quando o então ministro Moro anunciava sua demissão e os motivos de sua saída. Ele fez acusações graves contra o presidente, como a de interferir em investigações da Polícia Federal. 

Resposta

A fala ocorreu após Moro pedir demissão do cargo de ministro de Justiça, fazendo graves denúncias contra o próprio presidente da República. 

"Autonomia não é soberania, a todos ministros e a ele também falei do meu poder de veto", rebateu Bolsonaro, afirmando sobre uma das afirmações de Moro: de que ele queria trocar cargos chaves da Polícia Federal.

Sobre Maurício Valeixo, ex-diretor chefe da PF, demitido por Bolsonaro, Bolsonaro lembrou que 'todos os cargos chaves são de Curitiba', lembrando o local de origem de Moro.

O presidente ainda se disse favorável à Lava Jato. E afirma que botou 'ponto final' na corrupção em estatais. "Estou lutando contra o sistema", garante.

Bolsonaro ainda fez juras de amor à pátria. Negou, porém, interferência na PF. “Oras bolas, se eu posso trocar um ministro, posso trocar um diretor, não preciso de autorização de ninguém”, afirmou.

''É interferir na Polícia Federal quase implorar à Sérgio Moro descobrir quem mandou matar o chefe supremo? A PF de Moro ficou bem mais preocupado no caso Marielle'' acusou. ''E venho que meu caso é bem mais fácil de solucionar senhor ex-ministro''.

''Uma coisa é ter uma imagem e conhecer a pessoa, outra é conviver com ela. Nunca pedi para a PF me mandar o que quer que fosse”, se defendeu.