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sábado, 26 de setembro de 2020
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Depois de denúncia, Agepen proíbe que servidores usem presos para consertar carros particulares

Medida não era acatada na penitenciária de Dourados; diretor de lá dizia ser normal detento virar mecânico

27 abril 2019 - 15h15Por Celso Bejarano, de Brasília

Comunicação interna, a chamada CI, emitida nesta semana pela direção de operações da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) contradiz o informado pelo diretor-geral da PED (Penitenciária Estadual de Dourados), de que presos da unidade prisional poderiam consertar veículos de agentes penitenciários que cumprem expediente no local.

Dez dias atrás, em 16 de abril, TopMidiaNews publicou reportagem sustentada por dois vídeos que exibiam um administrador da penitenciária entrando no pátio, com o carro, e lá um detento fez reparos numa carreta de transportar motocicletas, suporte que era puxado pelo veículo do servidor. (ver mais nesta página)

Ao jornal, por telefone, o diretor da PED, Manoel Machado disse que o episódio notado no vídeo era uma prática corriqueira entre os agentes que lá trabalham. Ele afirmou ainda que a denúncia teria surgido porque estaria impondo rigor no cumprimento dos plantões na penitenciária. Daí, disse ele, alguns os servidores teriam montado um complô contra suas atitudes.

O memorando assinado por Acir Rodrigues, diretor de operações da Agepen, cita que é “expressamente proibido a realização de qualquer atividade/serviços de caráter particular da Direção e/ou servidores, dentro das unidades penais, utilizando-se da mão de obra de internos (gratuita ou paga)”.

CI com decisão - Foto: Repórter Top

Ou seja, o documento da agência contraria a versão do diretor da PED, que vê normalidade no fato de os detentos consertarem veículos dentro da prisão e os encarcerados agirem como se fossem mecânicos particulares.

No material que mostrou os vídeos, um servidor da PED, sem se identificar, disse que “se um agente penitenciário empregar o serviço de um detento pode estar praticando crime de peculato, que é o de apropriar-se do serviço público em proveito próprio ou alheio”.

MAIS CASOS

Em fevereiro passado, também em Dourados, uma equipe de reportagem flagrou uma viatura do Corpo de Bombeiros transportando dois detentos do regime semiaberto, que foram levados da unidade prisional até um imóvel particular que era reformado.

Depois, o tenente-coronel Flávio Pereira Guimarães, então chefe da corporação, disse que a dupla tinha sido levada para um imóvel seu para fazer reparos. O oficial não comanda mais os bombeiros da cidade.

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